Em nota, defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima diz que prisão foi desnecessária, voltada para a imprensa, reafirma inocência e declara que está confiante na “altivez do Poder Judiciário”

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Nota da defesa, diz que Geddel Quadros Vieira Lima é sabedor da inocência e que está confiante na altivez do Poder Judiciário.
Nota da defesa, diz que Geddel Quadros Vieira Lima é sabedor da inocência e que está confiante na altivez do Poder Judiciário.
Nota da defesa, diz que Geddel Quadros Vieira Lima é sabedor da inocência e que está confiante na altivez do Poder Judiciário.
Nota da defesa, diz que Geddel Quadros Vieira Lima é sabedor da inocência e que está confiante na altivez do Poder Judiciário.

Em decorrência da prisão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB/BA) — efetuada pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira (03/07/2017), por ordem do juiz da 10ª Vara Federal de Brasília Vallisney Oliveira, decorrente das investigações das Operações Sépsis, Greenfield e Cui Bono?, no âmbito do Caso Lava Jato — o advogado de defesa Gamil Föppel emitiu nota afirmando que a prisão de Geddel Vieira Lima foi “absolutamente desnecessária”.

Gamil Föppel explica que o ex-ministro foi “injustamente enredado no bojo da Operação Cui Bono?”, que ele “jamais foi intimado” à prestar depoimento, e que ocorreu “uma preocupação policialesca muito mais voltada às repercussões da investigação para grande imprensa, do que efetivamente a apuração de todos os fatos”.

A defesa conclui a nota afirmando que o ex-ministro acredita na inocência e confia no Poder Judiciário.

Confira o teor da ‘nota à imprensa’

A defesa técnica do Senhor Geddel Vieira Lima vem registrar sua incompreensão em relação ao absolutamente desnecessário decreto de prisão preventiva.

Decerto, diante da ausência de relevantes informações para sua decisão, inexplicavelmente não relatadas na representação policial, a autoridade judiciária infelizmente laborou em erro. Dessa forma, acabou por não considerar que, desde o momento em que o Senhor Geddel Vieira Lima se viu injustamente enredado no bojo da “Operação Cui Bono”, colocou-se à disposição das autoridades constituídas, para apresentar os documentos que lhe fossem solicitados, assim como comparecer a todos os chamados que eventualmente lhe fossem formulados, inclusive abrindo mão dos seus sigilos bancário e fiscal, assim como do seu passaporte.

Assim, em que pese tenha sucessivamente se disponibilizado a prestar depoimento, inacreditavelmente, até o presente momento, jamais foi intimado para tanto, revelando uma preocupação policialesca muito mais voltada às repercussões da investigação para grande imprensa, do que efetivamente a apuração de todos os fatos.

Ademais, deixou de ser relatado que, mesmo no depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República, Joesley Batista foi enérgico em pontuar que jamais pagou propina (ou qualquer tipo de vantagem indevida) ao Senhor Geddel Vieira Lima. Enfim, diante da ausência de relevantes informações, acabou-se por não apreciar os substanciais elementos que comprovavam a inadmissibilidade da prisão preventiva no caso concreto.

Sabedor da sua inocência e confiante na altivez do Poder Judiciário, o Senhor Geddel Vieira Lima segue inabalável na reparação do cerceamento às suas liberdades fundamentais, registrando que, estando custodiado, deposita sua integridade física nas mãos da autoridade policial.

Gamil Föppel OAB-BA 17.828

Salvador, Bahia, 3 de julho de 2017.

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Decisão judicial em que é ordenada prisão de Geddel Quadros Vieira Lima

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).