Deputado Robinson Almeida questiona decisão do STF que favoreceu senador Aécio Neves

PGR denuncia Aécio Neves por recebimento de propina e obstrução de justiça. Procurador-geral da República pede a perda do cargo de senador e reparação dos danos causados; outras três pessoas ligadas a ele são acusadas de corrupção passiva.
PGR denuncia Aécio Neves por recebimento de propina e obstrução de justiça. Procurador-geral da República pede a perda do cargo de senador e reparação dos danos causados; outras três pessoas ligadas a ele são acusadas de corrupção passiva.
PGR denuncia Aécio Neves por recebimento de propina e obstrução de justiça. Procurador-geral da República pede a perda do cargo de senador e reparação dos danos causados; outras três pessoas ligadas a ele são acusadas de corrupção passiva.
PGR denuncia Aécio Neves por recebimento de propina e obstrução de justiça. Procurador-geral da República pede a perda do cargo de senador e reparação dos danos causados; outras três pessoas ligadas a ele são acusadas de corrupção passiva.

Com título ‘Dois Pesos e Duas Medidas!’, o deputado federal Robinson Almeida (PT/BA) emitiu nota pública, na sexta-feira (30/06/2017), em que apresenta severa crítica contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio, por ter autorizado, na sexta-feira (30), o senador Aécio Neves (PSDB/MG) a retomar mandato parlamentar e os direitos civis.

O senador foi afastado da função em decorrência de possível envolvimento em atos ilícitos, desvelados no transcurso da Operação Patmos. A operação foi deflagrada no dia 18 de maio, pela Polícia Federal (PF), através de investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na oportunidade, a PGR denunciou Aécio Neves por recebimento de propina e obstrução de justiça, requereu a perda do cargo de senador e reparação dos danos causados, além de solicitar, do ministro relator Edson Fachin, o afastamento do parlamentar, das funções políticas. Após a decisão de afastar Aécio Neves, o processo foi redistribuindo, passando a atuar o ministro Marco Aurélio.

Ao tomar conhecimento das decisões do ministro Marco Aurélio, Robinson Almeida expressou indignação.

— Estranho a posição do Ministro do STF, Marco Aurélio, em revogar a decisão do seu colega, Edson Fachin, e devolver o mandato do Aécio Neves no Senado. A JBS delatou Aécio de ter recebido R$ 2 milhões, com provas de áudio da conversa e imagens das malas de dinheiro entregues ao primo. — Declarou Robinson Almeida.

Na sequência, citou a liberação de Rocha Loures (PMDB/RS), ex-deputado e ex-assessor do presidente Michel Temer.

— Não bastasse essa polêmica medida, o STF liberou da prisão o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures. Ele foi flagrado em vídeo correndo com uma mala contendo R$ 500 mil recebidos como propina da JBS. Peça chave na denúncia de corrupção passiva formulado pela PGR contra o presidente, Rocha Loures foi o assessor de confiança que Temer indicou para tratar dos interesses da JBS junto ao governo. Pelos serviços, receberia R$ 500 mil por semana. Agora está solto. — Inferiu Robinson Almeida.

Concluindo a avaliação sobre a diversa atuação do Poder Judiciário, Robinson Almeida comentou a situação de dois políticos vinculados ao Partido dos Trabalhadores.

— Por muito menos, um áudio onde destilava bravatas, Delcídio do Amaral foi preso e afastado do Senado pelo mesmo STF. Enquanto isso, João Vacari, absolvido em segunda instância pelo Tribunal Federal da 4º Região, continua preso em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro. — Inferiu Robinson Almeida.

O deputado finalizou a análise, sobre a atuação do judiciário no Caso Lava, citando axioma de Sérgio Rangel Porto (Stanislaw Ponte Preta): “restaure-se a moralidade, ou locupletemo-nos todos”.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).