Deficit fiscal da União de junho de 2017 deve ser próximo de R$ 20 bilhões, aponta IFI

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Instituição Fiscal Independente (IFI) apresenta os principais resultados do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF).
Instituição Fiscal Independente (IFI) apresenta os principais resultados do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF).
Instituição Fiscal Independente (IFI) apresenta os principais resultados do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF).
Instituição Fiscal Independente (IFI) apresenta os principais resultados do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF).

A prévia do resultado primário do governo federal deve mostrar um novo e acentuado deficit em junho, em torno de R$ 20 bilhões. É o que aponta estudo dos analistas Daniel Couri e Gabriel Barros, da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado. Gastos como o pagamento antecipado de precatórios de custeio e a elevação de boa parte das despesas obrigatórias explicam em grande medida o avanço de 10,5% da despesa primária, em termos reais.

A nota técnica divulgada nesta segunda-feira (17/07/2017) cita três tipos de precatórios e sentenças judiciais: de pessoal, de previdência e assistência social, e de outras despesas de custeio e capital. Estes últimos, pagos em dezembro entre 2014 e 2016, tiveram seu calendário antecipado para junho deste ano e ampliarão o gasto primário em cerca de R$ 8 bilhões.

Subindo

Os demais itens do gasto obrigatório da União, com exceção de abono e seguro desemprego, manterão sua trajetória ascendente. Na comparação com junho de 2016, o gasto com pessoal deve registrar avanço próximo de 9%, enquanto os gastos com previdência e assistência social (LOAS) deverão crescer em torno de 6,2% e 6,6%, respectivamente.

O estudo também destaca que, em julho, os gastos com pessoal costumam ser fortemente impactados pelo pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário do Poder Executivo, o que elevará a despesa em cerca de R$ 6 bilhões.

Por outro lado, há sinal de melhora no desempenho (+5,4%) das receitas administradas e previdenciárias, compensadas pelo menor volume de concessões e permissões. Há, ainda, surpresa positiva na arrecadação de R$ 2 bilhões com dividendos.

LDO de 2018 traz apenas R$ 39 bilhões de aumentos de gastos

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018, aprovada na semana passada pelo Congresso, prevê um aumento de apenas R$ 39 bilhões nas despesas do governo. Tal valor se deve ao aumento da população e à correção da inflação, o que é permitido pela Emenda do Teto dos Gastos, em vigor desde o início deste ano. Para o senador Hélio José (PMDB-DF), não se pode parar os serviços públicos. O senador defendeu a contratação de aprovados nos concursos do Tribunal de Contas da União (TCU) e no Tribunal de Justiça do DF (TJDF). Ouça os detalhes no áudio do repórter da Rádio Senado, Carlos Penna Brescianini.

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