A Usina de Algodão de Feira de Santana | Por Adilson Simas

Fachada da antiga Usina de Algodão de Feira de Santana. Localizada na Rua Senador Quintino, em Feira de Santana, a área e as edificações da antiga usina fazem parte do patrimônio do Estado da Bahia.
Fachada da antiga Usina de Algodão de Feira de Santana. Localizada na Rua Senador Quintino, em Feira de Santana, a área e as edificações da antiga usina fazem parte do patrimônio do Estado da Bahia.
Fachada da antiga Usina de Algodão de Feira de Santana. Localizada na Rua Senador Quintino, em Feira de Santana, a área e as edificações da antiga usina fazem parte do patrimônio do Estado da Bahia.
Fachada da antiga Usina de Algodão de Feira de Santana. Localizada na Rua Senador Quintino, em Feira de Santana, a área e as edificações da antiga usina fazem parte do patrimônio do Estado da Bahia.

No livro “A Feira do Século XX”, páginas 135/137, o artigo de Lajedinho “Usina de Algodão – Um Símbolo Imorredouro” – (Landulfo Alves, o Grande Benfeitor da Feira), que vale a pena ler de novo.

– Conhecido por muitos como o “elefante branco” da cidade, e indiferente para outros, o prédio da Usina de Algodão foi uma das grandes obras realizadas pelo Governador Landulfo Alves em 1938.

Sendo o Governador, além de alto oficial do Exército Brasileiro, notável engenheiro agrônomo de profundos conhecimentos, ao visitar Feira de Santana, descobriu o seu potencial para a lavoura seca e financiou um plantio de trezentas tarefas de algodão em São José das Itapororocas, mostrando aos feirenses a vocação do solo.

Iniciada a lavoura, ele fez construir a Usina de Algodão. Foi o seu grande diretor o também agrônomo Dr. Asclepíades Negrito de Barros.

Outros distritos aderiram ao plantio de algodão e tivemos um período de muito progresso agrícola.

Talvez pelo seu amor à profissão de agrônomo, procurou diversificar a lavoura comprando da Família Papagaio aquele sítio, que hoje tomou o nome de distrito do Papagaio, e ali fez desenvolver grande plantio de coco.

Continuando o seu objetivo, criou o Instituto do Fumo da Bahia, onde hoje está uma parte do DERBA.

E finalmente comprou do Dr. Arthur Froes da Motta (pai do nosso amigo José Motta) a Fazenda Mocó, com o objetivo de melhorar as raças bovinas, o que ainda continua, para benefício dos pequenos criadores.

Com a chegada do Instituto do Fumo, Feira e região tiveram um grande desenvolvimento no plantio, no beneficiamento e na exportação do produto, tendo chegado a possuir oito grandes armazéns de escolha e seleção do fumo.

Eram os maiores exportadores e donos de armazéns os Chico Maia, na Praça da Piedade; Bartolomeu Santos, na Rua Mal. Deodoro; Agostinho Fróes da Motta e João Mamona, na Rua de Aurora; Alexandre Falcão Farias e Stefânio Souza, na Praça da República; (também conhecida como o Fiado), Zelito e Raimundo Maia, no Tanque da Nação; e Adalberto Pereira, na Praça Fróes da Motta.

Esses armazéns de beneficiamento de fumo empregavam, aproximadamente, mil mulheres de todas as idades e o povo falava que elas trabalhavam demais, pois trabalhavam no fumo durante o dia nos armazéns e, à noite, em casa.

* Adilson Simas é jornalista.

Redação do Jornal Grande Bahia
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