Sobe para 79 número de mortos ou desaparecidos em incêndio de Londres

Muçulmanos rezam numa calçada na área de Finsbury Park, no norte de Londres, depois que um veículo arrasou os pedestres.
Muçulmanos rezam numa calçada na área de Finsbury Park, no norte de Londres, depois que um veículo arrasou os pedestres.
Muçulmanos rezam numa calçada na área de Finsbury Park, no norte de Londres, depois que um veículo arrasou os pedestres.
Muçulmanos rezam numa calçada na área de Finsbury Park, no norte de Londres, depois que um veículo arrasou os pedestres.

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou nesta segunda-feira (19/06/2017) que 79 pessoas “morreram ou estão desaparecidas, presumivelmente mortas” em consequência do incêndio da semana passada em um bloco de apartamentos em Londres. A informação é da Agência EFE.

O comandante Stuart Cundy disse que esse número ainda pode variar, mas não tão significativamente como nos últimos dias. Dessas 79 pessoas, cinco foram formalmente identificadas até agora.

Cundy contou que é difícil descrever a devastação causada pelo fogo em algumas partes do edifício, de 24 andares e 120 apartamentos”, situado no bairro de North Kensington, a oeste da capital, enquanto continua a operação de busca das equipes especiais a fim de recuperar mais corpos.

“Tristemente, muitas famílias perderam mais de um integrante e esses são momentos angustiantes para todos eles”, afirmou o policial.

A prioridade agora é identificar todos os mortos, ao mesmo tempo em que prossegue a operação de busca, em colaboração com a Brigada de Bombeiros de Londres, o Serviço de Ambulâncias e a Polícia Especializada nesse tipo de fato, para recuperar “o mais rápido possível os corpos daqueles que morreram”.

Cundy reconheceu que a espantosa realidade do ocorrido no imóvel acidentado e a devastação provocada pelo fogo em algumas partes do edifício podem fazer com que não seja possível identificar todas as pessoas que morreram na Torre Grenfell.

Segundo ele, o importante será encontrar respostas durante a investigação, que abrangerá ampla série de assuntos.

Cinco pessoas consideradas desaparecidas após a tragédia foram encontradas “sãs e salvas”, disse Cundy, que pediu aos cidadãos que conseguiram escapar que entrem em contato com a polícia.

Segundo os últimos dados oficiais divulgados pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS England), 17 feridos em consequência do incêndio continuam recebendo atendimento médico em quatro hospitais da cidade, dos quais nove estão “em estado crítico”.

Responsável por atropelamento em Londres gritou: “vou matar muçulmanos”

Testemunhas do atropelamento cometido ontem (18/06/2017) em Londres, perto de uma mesquita, descreveram que o suposto autor gritou que iria “matar todos os muçulmanos”. Ele acabou rendido por pessoas que estavam próximas ao templo.

O suposto terrorista, um homem de 48 anos que está sendo interrogado pela Polícia Metropolitana (Met), atropelou fiéis que saíam da mesquita ode rezaram. As informações são da agência de notícias EFE.

No incidente, dez vítimas ficaram feridas e um homem morreu. A Scotland Yard deve ainda estabelecer se essa morte está diretamente vinculada ao atentado, pois aparentemente essa pessoa já recebia auxílio quando o veículo começou a atropelar os pedestres. Segundo declaração de um homem, o suspeito começou a gritar “vou matar todos os muçulmanos” antes de ser imobilizado.

Essa testemunha, Abdulrahman Saleh Alamoudi, indicou que estava junto com um grupo de fiéis que acabava de terminar de rezar e que, nesse momento, ajudava um idoso que “tinha caído”, talvez por causa do calor, quando a caminhonete do agressor se dirigiu a eles.

Dez pessoas sofreram ferimentos

“Esta caminhonete veio para cima da gente. Acredito que pelo menos dez pessoas ficaram feridas e, por sorte, eu consegui escapar”, afirmou. “Então, o homem saiu da caminhonete e o agarrei. Estava gritando: Vou matar todos os muçulmanos, vou matar todos os muçulmanos. Ao mesmo tempo, ele ia dando murros”, relatou. Quando conseguiram imobilizá-lo, segundo a versão, o homem pediu que o “matassem”.

Outra testemunha, Abdikadar Warfa, contou como ele ajudou a deter o suspeito enquanto seus amigos socorriam novas vítimas que ficaram feridas. “Vi um homem sob a caminhonete. Ele estava sangrando e meu amigo me disse que era preciso levantar o veículo. Eu estava ocupado com o homem que tinha tentado escapar”, disse.

Por sua vez, Salah Alamoudi apontou que as pessoas que contribuíram para deter o agressor esperaram “meia hora” até a chegada dos agentes e que o terrorista “era um tipo forte, um homem grande”.

Um morador do bairro de Finsbury Park, Abdul Abdullahi, que passou pela mesquita, relatou “uma sensação de confusão” e disse que viu “gente jogada no chão” enquanto o agressor “parecia indiferente”.

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