Nova greve geral é convocada contra reformas da Previdência e trabalhista, fim do Governo Temer e ‘Eleições Diretas Já!’

Cartaz anuncia Greve Geral para sexta-feira, 30 de junho de 2017.
Cartaz anuncia Greve Geral para sexta-feira, 30 de junho de 2017.
Cartaz anuncia Greve Geral para sexta-feira, 30 de junho de 2017.
Cartaz anuncia Greve Geral.

Centrais sindicais e movimentos sociais  convocaram para hoje (30/06/2017) uma nova greve geral em protesto contra as reformas da Previdência e trabalhista, pelo fim do Governo Temer e por ‘eleições diretas já!’. Esta é a segunda greve geral nacional convocada pelas centrais sindicais.

A primeira ocorreu no dia 28 de abril, quando trabalhadores de várias categorias pararam em diversas cidades do país. Na ocasião, houve bloqueio de vias e rodovias e confronto entre policiais e manifestantes.

De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, as refomas propostas pelo governo federal trazem riscos trabalhadores e para o país. “Não vai ter geração de emprego, vai ter bico institucionalizado. Vai ser o fim do emprego formal, que garante direitos conquistados, como férias e décimo terceiro salário”, diz Freitas. Na última quarta-feira (28), houve aprovação do parecer favorável à reforma trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que a ideia do movimento é tentar pressionar o Congresso Nacional para ampliar a negociação sobre as reformas. “As paralisações e manifestações são os instrumentos que estamos usando para pressionar e ter uma negociação mais séria em Brasília que não leve a um prejuízo aos trabalhadores”, diz.

O governo federal argumenta que as reformas são necessárias para garantir o pagamento das aposentadorias no futuro e a geração de postos de trabalho, no momento em que o país vive uma crise econômica. O argumento é que, sem a aprovação da reforma da Previdência, a dívida pública brasileira entre em “rota insustentável” e pode “quebrar” o país”, como disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. Sobre a reforma trabalhista, o governo afirma que a proposta moderniza a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943. E que as novas regras, como a que define que o acordo firmado entre patrão e empregado terá mais força que a lei, estimulará mais contratações.

Adesão

A adesão dos trabalhadores nesta greve poderá ser menor do que a registrada na paralisação do dia 28 de abril, porque em diversas cidades os empregados do setor de transportes decidiram não aderir por causa das multas em recebidas pela greve anterior. “Teremos dificuldade de paralisação em serviços de transporte, que é a espinha dorsal de qualquer paralisação nacional, porque na outra greve muitos sindicatos sofreram multas”, disse Juruna. As centrais não informaram um levantamento com quantas categorias devem parar e em quais estados.

Bahia

Na capital e nas principais cidades do Interior do estado, a Fentre Brasil Popular e as centrais sindicais CTB, CUT, CSP-Conlutas e Intersindical estão convocando manifestações para exigir que parem as reformas e que Michel Temer saia imediatamente do governo. É parte do debate também o repúdio a qualquer acordão “nas alturas” para viabilizar uma eleição indireta, por isso, a exigência de eleições diretas e gerais, já.

Em Salvador, ocorrerão duas manifestações. Pela manhã, às 6h, haverá um ato na região do Iguatemi, centro financeiro da capital, e pela tarde, às 15h, uma passeata com concentração no Campo Grande, que caminhará em direção à Praça Castro Alves.

Em Camaçari, cidade que possui uma das maiores concentrações industriais da região Nordeste, também tem manifestação marcada para acontecer às 10h, na Praça Desembargador Monte Negro. Já em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia, a manifestação será às 7h, em frente à Prefeitura da cidade.

Além dos atos que irão ocupar as ruas de cidades dos quatro cantos da Bahia, o dia 30 será marcado também pela adesão de muitas categorias, que já se decidiram pela paralisação. É o caso do setor da educação e dos funcionalismos estadual, federal e municipais. Os metalúrgicos e os químicos também estão comprometidos com a greve. Os petroleiros marcaram o início da greve da categoria para o dia da greve geral e, segundo o sindicato, confiam numa adesão, por parte dos trabalhadores, maior até mesmo do que ocorreu no dia 28 de abril.

Os bancários, que paralisaram todas as agências em abril, se posicionaram por parar novamente, mas a pressão dos bancos é enorme. O setor de transportes, por sua vez, tem sofrido forte pressão dos patrões e dos prefeitos aliados do governo golpista de Temer. Em Salvador, os ferroviários já anunciaram que irão parar, enquanto o sindicato dos rodoviários ainda fará uma assembleia nesta quinta, para decidir. Na greve geral de 28 de abril, 100% dos ônibus permaneceram nas garagens, uma demonstração de força da categoria. Agora, é preciso se apoiar na força da unidade em prol da greve geral, dizer não à pressão da patronal e do prefeito ACM Neto (DEM), e repetir a dose.

Atos

Salvador: Às 6h, no Iguatemi e às 15h, no Campo Grande

Camaçari: Às 10h, na Praça Desembargador Monte Negro

Feira de Santana: Ato público às 7h, em frente à Prefeitura

São Paulo

Em São Paulo, os rodoviários não vão aderir à paralisação. O metrô deve funcionar parcialmente. Uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) determinou que 80% dos metroviários trabalhem em horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). Nos demais períodos, o efetivo deverá ser de 60%. Em caso de descumprimento, será aplicada multa no valor de R$ 100 mil. A direção do Metrô havia pedido a manutenção do efetivo de 100% para os horários de pico, 70% para os demais períodos e multa de R$ 500 mil.

O tribunal aplicou as mesmas regras para os rodoviários em Santo André, Mauá e região. O pedido ao tribunal foi feito pela Transportadora Turística Suzano LTDA contra o Sindicato de Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoanexo ABCDMRP e Região da Serra

Segundo a CUT, haverá a adesão de bancários, professores, petroleiros e profissionais da saúde no estado.

Rio de Janeiro

A CUT prevê que a adesão no Rio de Janeiro deve incluir os petroleiros, metalúrgicos, vigilantes e servidores públicos, além de bancários e professores.

Distrito Federal

A expectativa é que tanto os metroviários quanto os rodoviários façam paralisação, além de bancários, professores e trabalhadores do Judiciário. Funcionários da área da saúde e dos Correios também devem parar.

A Justiça Federal determinou que seja garantido o funcionamento mínimo de 30% das frotas de ônibus e metrô. A pena para o descumprimento da decisão é de R$ 2 milhões para os dois sindicatos que representam os trabalhadores do transporte terrestre no DF.

Na decisão, o juiz Renato Borelli, da 20ª Vara Federal, argumentou que os serviços de transporte coletivo têm caráter essencial. “A paralisação sem garantia do mínimo razoável claramente compromete a continuidade dos serviços públicos federais, na medida em que impede ou dificulta demasiadamente os servidores públicos, sem interesse de participar do movimento, a acessar seus postos de trabalho”, diz Borelli.

No entanto, o Metrô-DF informou que não irá funcionar durante todo o dia nesta sexta-feira, porque não tem condições de garantir a segurança da operação com apenas 30% da frota.

Por causa da greve, a Polícia Militar informou que mais de 2,6 mil policiais irão atuar “em dois turnos ininterruptos de forma a garantir o direito de manifestação e ao mesmo tempo proteger a população e o patrimônio”.

O acesso à Esplanada dos Ministérios será limitado. Os acessos por avenidas paralelas (S1 e N1) foram fechados a partir da meia-noite desta sexta-feira, na altura da Rodoviária do Plano Piloto. Somente veículos oficiais serão autorizados a transitar na região. Equipes também farão revistas pessoais.

A Secretaria de Segurança Pública e Paz Social do Distrito Federal autorizou a entrada de dois carros na Esplanada dos Ministérios. Os veículos serão colocados na área da manifestação antes do evento e não irão transitar entre os manifestantes, como em atos anteriores.

A polícia informou que para eveitar danos ao patrimônio público, os ministérios serão cercados e será implantada uma barricada em frente ao Congresso Nacional, também será reforçado os acessos aos prédios anexos dos ministérios.

O Batalhão de Policiamento Rodoviário irá fiscalizar os ônibus que chegarem ao Distrito Federal para manifestação. Serão feitas abordagens nas BRs 020, 040, 060 e 070.

Confira quem vai parar na Bahia na Greve geral contra Temer e suas Reformas

Ferroviários

Petroleiros

Químicos

Servidores públicos federais, estaduais e municipais

Previdenciários

Correios

Vigilantes

Bancários

Metalúrgicos

Comerciários

Professores

Sentir

Sindiferro

Sindicato dos Profissionais em Pesquisa

Sindiborracha

Sindicatos da Agricultura Familiar

Sintercoba

Sindalimentação

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