Incêndio em edifício de Londres começou numa geladeira

Os membros dos serviços de emergência trabalham dentro dos restos carbonizados do bloco da Torre Grenfell em Kensington, oeste de Londres.
Os membros dos serviços de emergência trabalham dentro dos restos carbonizados do bloco da Torre Grenfell em Kensington, oeste de Londres.
Os membros dos serviços de emergência trabalham dentro dos restos carbonizados do bloco da Torre Grenfell em Kensington, oeste de Londres.
Os membros dos serviços de emergência trabalham dentro dos restos carbonizados do bloco da Torre Grenfell em Kensington, oeste de Londres.

O incêndio que destruiu a Torre Grenfell, um prédio de 24 andares em Londres, matando ou deixando desaparecidas ao menos 79 pessoas, começou numa geladeira, e o material utilizado no exterior do edifício não passou em testes de segurança, afirmou nesta sexta-feira (23/06/2017) a polícia da capital britânica.

“Temos agora provas de que o incêndio não foi criminoso”, disse a superintendente de polícia Fiona McCormack, acrescentando que uma geladeira modelo FF175BP da marca Hotpoint foi a origem do fogo. Segundo ela, o modelo fabricado entre 2006 e 2009 não passou por nenhum recall, e o fabricante está fazendo novos testes para verificar a segurança do produto.

A empresa Whirlpool, dona da marca Hotpoint na Europa, afirmou ter entrado em contato com as autoridades para auxiliar nas investigações e disponibilizou um número de telefone para que usuários possam se informar sobre a segurança do produto.

A policial disse que o material de isolamento e os azulejos utilizados no revestimento do edifício fracassaram em todas as avaliações de segurança. “Testes preliminares demonstram que as amostras do isolamento coletadas na Torre Grenfell entram em combustão logo no início do teste”, afirmou.

“Em razão da morte de tantas pessoas, estamos considerando [acusações de] homicídio e outros crimes, além de violações de leis e regulamentações.” Ao comentar sobre as 79 pessoas mortas ou desaparecidas, McCormack disse temer que esse número ainda possa aumentar.

Ela voltou a apelar a quem tenha conhecimento de alguém que pudesse estar na torre no momento do incêndio que não hesite em contatar as autoridades. O apelo é feito depois de o prefeito de Londres, Sadiq Khan, ter prometido pedir uma anistia para quem vivia ilegalmente no edifício. “O que não sabemos é quantas pessoas podiam lá estar. É esse número que me preocupa”, disse McCormack.

O pior incêndio ocorrido no Reino Unido desde o fim da Segunda Guerra Mundial elevou a pressão sobre a primeira-ministra Theresa May, que já enfrenta forte pressão política após o mau desempenho nas eleições do dia 8 de junho.

Uma porta-voz de May afirmou que o governo ordenou um exame técnico imediato das geladeiras e congeladores da marca Hotpoint.

*Com informação da Deutsche Welle.

Redação do Jornal Grande Bahia
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