Imprensa europeia repercute ameaça de cancelamento do carnaval do Rio de Janeiro

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Desfile 2017 das Campeãs na Sapucaí, Portela.
Desfile 2017 das Campeãs na Sapucaí, Portela.
Desfile 2017 das Campeãs na Sapucaí, Portela.
Desfile 2017 das Campeãs na Sapucaí, Portela.

Vários jornais internacionais repercutiram nesta quinta-feira (15/06/2017) o risco de cancelamento dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro no carnaval de 2018. O anúncio da possível suspensão foi feito em resposta à ameaça de corte de metade da verba concedida pela prefeitura ao evento.

A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa) divulgou uma nota na qual informava que o corte do orçamento anunciado pela prefeitura tornava inviável o desfile do ano que vem das escolas do grupo especial. Mas antes mesmo desse anúncio, o diário francês Le Figaro já acompanhava o assunto. Na terça-feira (13), o jornal trouxe uma reportagem na qual explicava que “a festa nacional, que já está meio doente, corria a risco de perder parte de seu orçamento”.

O site da revista francesa Le Point traz uma matéria na qual explica o imbróglio. O texto relata que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcello Crivella, cogitou cortar pela metade a subvenção de R$ 2 milhões dada às 12 principais escolas que participarão do “suntuoso desfile no sambódromo” em fevereiro de 2018. “Com essa economia, ele pretende dobrar de US$ 3 para US$ 6 o valor diário atribuído às 15 mil crianças que frequentam as creches municipais.

Mas a notícia não caiu nada bem no mundo do carnaval, “que já fazia malabarismos para planificar os festejos do próximo ano em meio a uma forte crise econômica”, avalia jornal espanhol El Mundo. “O maior espetáculo da terra, como dizem os cariocas, está em perigo”, sentencia o diário.

Crescimento do fundamentalismo religioso no Brasil

O jornal francês Le Parisien – Aujourd’hui en France explica que algumas escolas de samba beneficiam do apoio financeiro dos bicheiros. Porém, “a maioria dos desfiles depende de subvenções públicas e patrocinadores, que estão cada vez mais raros por causa da crise”.

El Mundo comenta que o setor turístico e hoteleiro criticou a posição do prefeito. Crivella “ignora deliberadamente o carnaval quando participa de eventos de promoção turística no exterior, apesar do setor ser visto como ‘a melhor saída a curto prazo’ para a crise que enfrenta a cidade e o estado do Rio”, comenta o jornal, citando o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), Alfredo Lopes.

O diário espanhol também ressalta que “o Brasil vive, nos últimos anos, um crescimento do fundamentalismo religioso”, que estaria por trás das medidas anunciadas pelo prefeito do Rio de Janeiro. A partir de comentários do historiador Luiz Antonio Simas, o texto explica que um dos objetivos desse corte de orçamento seria “preparar o aniquilamento do carnaval” brasileiro.

*Com informação da RFI.

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