Falta de leilão provocará grande desemprego, alerta SDE Bahia durante 9º Fórum Eólico, em Natal

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Parques eólico em Sento Sé. Setor eólico pode ser afetado por desinvestimento.
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Parques eólico em Sento Sé. Setor eólico pode ser afetado por desinvestimento.

A Bahia lidera o movimento entre os estados brasileiros pela realização de pelo menos um leilão de energia renovável ainda neste ano. O assunto foi o tema central das discussões do primeiro dia do 9º Fórum Nacional Eólico que aconteceu em Natal, no Rio Grande do Norte. O evento reuniu representantes de estados do Nordeste, ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, Chesf e EPE – Empresa de Pesquisa Energética, responsável pelos leilões de energia.

“O governo do Estado da Bahia junto com os outros estados do Nordeste e ABEEólica, vêm se esforçando desde o final do ano passado em prol desta causa. Tivemos diversas vezes em Brasília com o secretário executivo de planejamento, Eduardo Azevedo, e depois com o ministro Fernand Coelho filho, enfatizando a necessidade de haver um leilão”, afirma Paulo Guimarães, superintendente da secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia.

Guimarães alerta que o problema é muito mais que econômico, é social. E a falta de leilão é um grande obstáculo para o desenvolvimento econômico e social do povo baiano. “Não é só uma questão industrial é antes de mais nada uma questão social, porque se nós deixarmos de gerar os milhares de empregos que são gerados na construção dos parques nos próximos anos na região Nordeste, no semiárido, nós vamos involuir do ponto de vista social porque as pessoas que hoje estão construindo dezenas de parques na região ficarão desempregadas”.

Segundo o superintendente, a Bahia atingiu a liderança na comercialização de projetos graças à estrutura montada dentro do governo para dar apoio aos projetos. “Isso foi feito ainda no governo Jaques Wagner, hoje, secretário de Desenvolvimento Econômico que justamente em função de ter adotado a energia eólica como um setor estratégico do seu governo, foi eleito repetidas vezes pela ABEEólica como embaixador dos ventos porque conseguiu levar a Bahia de zero à liderança na comercialização em poucos anos, por ter criado uma estrutura para cumprir os compromissos assumidos e jamais deixar que um projeto apresentado ao governo do estado não participasse de leilão por falta de licença ambiental ou regularização fundiária”, disse.

Elbia Gannoum, Presidente da ABEEólica, afirmou que a eólica é a segunda fonte mais competitiva e será a segunda da matriz em breve. “A eólica é hoje a energia mais barata do país. No ano passado, apesar da crise, nós crescemos 23%. É preciso contratar energia. Existem projetos prontos para investir, basta fazer os leilões. Hoje nosso desafio maior não está dentro dos estados, das regiões produtoras, está em Brasília. O governo precisa publicar uma portaria dizendo que vai acontecer um leilão ainda este ano”, enfatizou.

Na oportunidade, a executiva elogiou a política do governo baiano. “A Bahia tem o principal recurso que é o vento. O melhor do mundo é esse recurso associado a uma política que o governo tem feito já há alguns anos, que começou com o Jaques Wagner. Isso tem atraído realmente investimentos para o estado que é realmente muito atrativo. Se você pegar a curva de crescimento, em breve, ele já será o primeiro estado com mais capacidade instalada e tem muito investidor de olho nisso. No que se refere às políticas públicas, é um estado que dá um suporte muito grande para os investidores. A Bahia está de parabéns neste aspecto”, afirmou.

Desenvolvimento Social

A falta de leilões impacta de forma muito sério a Bahia já que o estado tem toda uma cadeia produtiva consolidada com a geração de mais de três mil empregos gerados somente na indústria. “Nós temos três das maiores montadoras de aerogeradores do mundo. Fabricantes de torres e pás eólicas, e todo esse setor está ameaçado. O mesmo vem se mantendo com alguma expectativa do leilão para ainda este ano e com exportações. A GE Wind, que adquiriu a Alstom, acabou de fazer exportações para Japão saindo pelos portos da Bahia, mas isso não pode perdurar por muito tempo”, explicou Guimarães.

O superintendente frisa mais uma vez que o prejuízo adicional é o social. Segundo dados da ABEEólica, em média a cadeia produtiva gera 15 empregos por MW, isso significa milhares de empregos principalmente no período de construção dos parques, em especial no semiárido, região mais pobre da Bahia e do Nordeste do Brasil. Além dos empregos gerados, para cada aerogerador o setor paga hoje cerca de um salário mínimo por mês para uma população que na maioria das vezes não tinha uma renda estável no ano.

“O governo da Bahia e o Sebrae estadual estão fazendo um mapeamento do efeito renda dos projetos de energia eólica e solar, da cadeia produtiva e da cadeia dos serviços e bens que possam atender aos segmentos durante a construção e na  operação dos parques. A ideia é criar um sistema informatizado para cadastrar clientes e fornecedores nas regiões onde parques estão sendo instalados. Quando uma região pobre recebe um parque eólico começam a surgir demandas de serviços de bens de outra natureza que não existiam na região e por isso a importância da continuidade dos projetos eólicos que criam um efeito multiplicador de renda e desenvolvimento social”.

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