ALBA: deputado Targino Machado critica verba de R$ 100 mil repassada aos municípios para festejos juninos, diz que apenas dois parlamentares não participaram da farra e defende recursos para saúde, educação e segurança

Targino Machado: quem recebeu algo, assuma. Quem recebeu queria transformar os 100 mil reais em votos em seus municípios. Isso é a merenda que o governador deu para os deputados da sua base voltarem a frequentar as sessões na Assembleia.
Targino Machado: quem recebeu algo, assuma. Quem recebeu queria transformar os 100 mil reais em votos em seus municípios. Isso é a merenda que o governador deu para os deputados da sua base voltarem a frequentar as sessões na Assembleia.
Targino Machado: quem recebeu algo, assuma. Quem recebeu queria transformar os 100 mil reais em votos em seus municípios. Isso é a merenda que o governador deu para os deputados da sua base voltarem a frequentar as sessões na Assembleia.
Targino Machado: quem recebeu algo, assuma. Quem recebeu queria transformar os 100 mil reais em votos em seus municípios. Isso é a merenda que o governador deu para os deputados da sua base voltarem a frequentar as sessões na Assembleia.

Durante discurso realizado nesta terça-feira (13/06/2017), no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), o deputado Targino Machado (PPS) criticou distribuição de verbas para os festejos juninos de municípios, realizada através de indicação de parlamentares estaduais.

Segundo Targino Machado, foram distribuídos R$ 100 mil para cada município. A escolha da unidade federativa foi definida pelos deputados da base do Governo na ALBA e do Bloco da Oposição, a exceção dele próprio e do deputado Fábio Souto, que “não aceitaram participar da farra com dinheiro público”.

“A merenda de 100 mil é para os deputados aplicarem nos festejos juninos nas suas bases eleitorais. O dinheiro público é para aplicar em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura em benefício do povo. Por acreditar que essa prática é desvio de função do deputado, não aceitei”, afirmou Targino Machado.

Na avaliação do parlamentar, os recursos deveriam ser destinados à saúde, educação e segurança pública.

Confira o discurso do deputado Targino Machado

Eu me recuso a ter que me arrepender de alguma coisa que fiz. O dinheiro do Estado não deve se prestar a coisas ilegais.

A merenda de 100 mil é para os deputados aplicarem nos festejos juninos nas suas bases eleitorais. O dinheiro público é para aplicar em saúde, educação, segurança pública e infraestrutura em benefício do povo. Por acreditar que essa prática é desvio de função do deputado, não aceitei.

O governador está há três anos sem dar a recomposição salarial para os servidores. Isso é uma vergonha!

Sou deputado de quinto mandato, sempre na oposição e ninguém irá encontrar nada na minha trajetória de vida ou na Casa Legislativa que possa apontar o dedo. Porque tenho me hospedado na coerência, na dignidade, na responsabilidade com meu mandato.

Quem recebeu algo, assuma. Quem recebeu queria transformar os 100 mil reais em votos em seus municípios. Isso é a merenda que o governador deu para os deputados da sua base voltarem a frequentar as sessões na Assembleia. É uma vergonha! #TristeBahia

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Sobre Carlos Augusto 9754 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).