Sessão na ALBA marca os 65 anos da Associação dos Professores Licenciados do Brasil

ALBA comemorou o aniversário de 65 anos da Associação dos Professores Licenciados do Brasil.
ALBA comemorou o aniversário de 65 anos da Associação dos Professores Licenciados do Brasil.
ALBA comemorou o aniversário de 65 anos da Associação dos Professores Licenciados do Brasil.
ALBA comemorou o aniversário de 65 anos da Associação dos Professores Licenciados do Brasil.

Com direito a bolo e apresentação de coral,  a Assembleia Legislativa comemorou na manhã de ontem o aniversário de 65 anos da Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA). A sessão especial em homenagem ao sindicato foi proposta pelos deputados Fabrício Falcão (PC do B) e Fabíola Mansur (PSB) e reuniu parlamentares, autoridades e sindicalistas em geral, professores e estudantes. A senadora Lídice da Mata (PSB) e a deputada federal Alice Portugal (PC do B) gravaram depoimentos em vídeo sobre a entidade.

Fundada em 24 de abril de 1952, a associação tem uma história de luta em defesa dos direitos dos professores. Nas décadas de 60 e 70, a APLB enfrentou tempos difíceis, mas não se dobrou à ditadura militar. Nos anos 80, segundo o livro da professora da Universidade Católica de Salvador, Nilda Moreira Santos, a entidade toma novo impulso. Há uma grande renovação de quadros que, juntos aos antigos  militantes, dão uma  injeção de ânimo na APLB, principalmente em 88 e 89 após a promulgação da Constituição Federal. É nesse contexto que os professores discutem nova formação estrutural e transformam a associação em sindicato.

Na sessão especial de ontem, a entidade mostrou mais uma vez que não se restringe aos debates em torno dos interesses da categoria. As reformas trabalhistas e da Previdência foram criticadas em boa parte dos discursos proferidos na sessão.

O coordenador da APLB-Sindicato, professor Rui Oliveira, afirmou que grande parte das conquistas obtidas pela classe trabalhadora no Brasil nos últimos erá jogada fora com a aprovação das reformas trabalhistas e da Previdência. “O movimento sindical vai ter que se reinventar com a reforma trabalhista se quiser sobreviver. E, se essa outra reforma passar, será o fim da previdência pública”, discursou o dirigente sindical. Ele sustenta que essas reformas só trarão prejuízos para classe trabalhadora. “Nós teremos nossos salários reduzidos,  não teremos  mais empregos,  não teremos mais Previdência, nossos filhos não terão mais futuro e para gente só vai restar chorar pelo leite derramado”. Por isso, argumentou ele, “só a informação e a união dos trabalhadores de diversas categorias podem nos munir de forças para desconstruir estas reformas do governo Temer”.

Compromisso 

A deputada Fabíola Mansur também criticou uma outra reforma, a da educação. “Eles querem uma escola sem partido, mas uma escola sem partido é uma escola descomportada. Os professores querem formar gente com pensamento crítico e não bobões que  seguem aquilo que a manada decidiu sem qualquer reflexão”, afirmou Fabíola.

A deputada, que é da presidente Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Serviço Públicos da Assembleia, acredita que só a educação vai reduzir os índices de violência contra a mulher no Brasil. “Não há salvação para combater a violência contras as mulheres sem passar 90% pela educação”, afirmou. Para isso, acredita, é preciso capacitar professores, chamar atenção  “para que eles tentem tentar ensinar um mundo que deve ser mais fraterno e solidário”.

No vídeo exibido na sessão de ontem, a senadora Lídice da Mata homenageou a entidade e lembrou sua luta contra todas as formas autoritarismo, na defesa da democracia e sobretudo da educação de qualidade. Lembrou também que, quando foi deputada constituinte, propôs o piso salarial nacional para professores. “E como prefeita criei o Estatuto do Magistério e um plano de carreira justo, negociado com a APLB”. Já a deputada federal Alice Portugal pontuou como fundamental a para a Bahia a existência um sindicato forte na luta pela educação de qualidade.

Também estiveram na mesa da sessão especial, a vice-reitora da Uneb, Carla Liane; o 2º secretário da APLB-Sindicato, Claudemir Pie; o representante da Associação de Funcionários Públicos da Bahia, Carlos Kruschewsky; a coordenadora da Federação dos Trabalhadores Públicos do Estado da Bahia, Marilene Nunes; o representante do Conselho de Educação da Bahia, Sérgio Guerra; a ialorixá do terreiro Ilê Axé Obá Legi Omi, Maria Rosimeire, entre outros.

Redação do Jornal Grande Bahia
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