ONU: Brasil deve fazer mais para conter ataques a ativistas de direitos humanos

Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein.
Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein.
Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein.
Alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Al Hussein.

Em entrevista a jornalistas, neste 1º de maio de 2017, alto comissário Zeid Al Hussein também citou os protestos contra a corrupção no país e lembrou que a população tem que se beneficiar dos serviços do governo e do apoio dos governantes; ele citou a situação de direitos humanos em várias partes do mundo.

Neste primeiro de maio, o alto comissário de direitos humanos da ONU concedeu uma entrevista a correspondentes estrangeiros, em Genebra.

De acordo com Zeid Al Hussein, vários países africanos estão sofrendo com violações e abusos na área. Ele comentou também a situação de países como China, Estados Unidos, Rússia e Turquia, entre outros.

Impunidade

O alto comissário destacou ainda a violência e assassinatos a ativistas de direitos humanos no Brasil e o problema do que ele chamou de uma aparente impunidade para lidar com os casos.

Zeid afirmou que existe um aumento no número de ataques a defensores de direitos humanos no Brasil. Segundo ele, o governo tem que fazer mais para combater a impunidade, que aparenta ocorrer sobre crimes violentos contra os que defendem os direitos humanos.

Ele comentou ainda sobre a violência a ativistas do Movimento Sem Terra e os protestos contra a corrupção no país.

Mato Grosso e Pará

O chefe de direitos humanos lembrou que nove pessoas foram assassinadas em Mato Grosso, todas elas integravam o Movimento Sem Terra. Segundo ele, não existe nenhum dado oficial sobre as mortes, mas 61 pessoas teriam sido assassinadas no ano passado.  Zeid Al Hussein afirmou que o estado do Pará é um dos mais violentos do país em relação a disputas de terras. Ele saudou a iniciativa do governo do Pará de estabelecer um programa de proteção para defensores de direitos humanos. Ele pediu às autoridades que avancem com a prática da iniciativa.

Serviços

Ao responder a pergunta de um jornalista sobre a corrupção no Brasil, o alto comissário da ONU declarou que a corrupção corrói as agendas de direitos humanos e lamentou que a população acabe sendo a mais prejudicada, enquanto deveria estar sendo beneficiada pelos serviços e apoio do governo.

Zeid alertou ainda sobre a renovação do estado de emergência na Turquia, o que segundo ele, é profundamente preocupante, incluindo o número de prisões.

Ao comentar a fome no Sudão do Sul e no Iêmen, ele afirmou que o problema resultou justamente das violações de direitos humanos.

*Por Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

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