Racionamento de água inclui 21 municípios da Bahia e pode chegar a Salvador, informa EMBASA

Promulgada pela Câmara de Vereadores de Feira de Santana no dia 23 de maio de 2016, legislação municipal contraria o que determina as leis federal e estadual que disciplinam o assunto.
Promulgada pela Câmara de Vereadores de Feira de Santana no dia 23 de maio de 2016, legislação municipal contraria o que determina as leis federal e estadual que disciplinam o assunto.
EMBASA
Embasa informou que 21 cidades do estado estão em regime preventivo de racionamento.

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) informou hoje (10/04/2017) que 21 cidades do estado já “estão em regime preventivo de racionamento”, como Vitória da Conquista, Morro do Chapéu, Jacobina e Seabra. A medida foi tomada devido à diminuição do nível dos mananciais utilizados para o abastecimento dessas cidades, entre barragens, açudes, rios e poços.

O período de estiagem, enfrentado por mais da metade dos municípios baianos, levanta a possibilidade de racionamento, inclusive, na capital da Bahia, Salvador.

Em nota, a Embasa informou que os 21 municípios estão recebendo menos água que o normal e, consequentemente, muitas casas já estão sem água na torneira em alguns dias da semana. Por isso, a população de tais cidades está racionando a água distribuída, instalando caixas d’água com mais capacidade e evitando o desperdício – como no uso para irrigação de jardins, lavagem de carros, calçadas e áreas externas.

Salvador

Na capital, a situação mostra que há possibilidade de racionamento, pois a chuva nas regiões da Bacia do Recôncavo Norte, Camaçari, Mata de São João e Dias D’Ávila está insuficiente para reabastecer os mananciais que atendem Salvador e a a região metropolitana.

Segundo a Embasa, 60% do abastecimento da capital vem da barragem de Pedra do Cavalo, próxima do município de Cachoeira. A represa, no entanto, está operando com 62,88% da capacidade, devido à falta de chuvas no Recôncavo Baiano.

As barragens de Joanes I e II e Santa Helena são responsáveis pelo restante do abastecimento de Salvador. Ambas ficam na região de Mata de São João e Dias D’Ávila. Santa Helena está com pouco mais da metade de sua capacidade.

Entre as ações emergenciais que estão sendo tomadas para amenizar os problemas decorrentes da falta de chuva, a Embasa adquiriu equipamentos que fazem a reversão do lago de Santa Helena para o Rio Jacumirim – que abastece a barragem – e, consequentemente, aumenta o volume de água armazenada na barragem de Joanes II.

A medida custou R$ 2,5 milhões e, de acordo com a companhia, conseguiu aumentar em 4 mil litros por segundo a vazão de água para o rio. Além disso, 14 poços estão sendo perfurados em um área próxima de uma das estações de tratamento da água que abastecem Salvador. O custo das perfurações pode chegar a R$ 70 milhões, e a expectativa da Embasa é de que a medida aumente o volume de água disponível em cerca de mil litros por segundo.

Fora as ações emergenciais que geram custos, o fornecimento de água para indústrias também foi reduzido.

Estão em regime preventivo de racionamento os municípios de Vitória da Conquista, Belo Campo, Queimadas, Santaluz, Senhor do Bonfim, Jacobina, Jaguarari, Caldeirão Grande, Andorinha, Itiúba, Ponto Novo, Filadélfia, Seabra, Brotas de Macaúbas, Ibitiara, Novo Horizonte, Bonito, Palmeiras, Tapiramutá, Entre Rios e Morro do Chapéu, além das localidades de Angico (distrito de Mairi), Umbuzeiro (distrito de Mundo Novo) e Altamira (distrito de Conde).

Sobre Carlos Augusto 9448 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).