Queremos paz, senhor Governador | Por Targino Machado

Targino Machado: A nossa sociedade está órfã de referências, de modelos e de lideranças políticas responsáveis, salvo algumas exceções.
Targino Machado: A nossa sociedade está órfã de referências, de modelos e de lideranças políticas responsáveis, salvo algumas exceções.
Targino Machado: A nossa sociedade está órfã de referências, de modelos e de lideranças políticas responsáveis, salvo algumas exceções.
Targino Machado: A nossa sociedade está órfã de referências, de modelos e de lideranças políticas responsáveis, salvo algumas exceções.

Na Síria, um país em guerra, morrem 50 mil pessoas assassinadas por ano. No Brasil, em plena democracia, morrem mais de 59 mil pessoas assassinadas por ano. Na Bahia, o estado brasileiro com maior número absoluto de homicídios, morrem mais de 6 mil pessoas assassinadas, em média, por ano. Estes números deveriam afligir os nossos governantes.

Os homicídios ocorridos na Bahia são de responsabilidade do Estado, pois é dele a responsabilidade constitucional pela segurança pública oferecida a população. A nossa sociedade está órfã de referências, de modelos e de lideranças políticas responsáveis, salvo algumas exceções. Por isso agem como se valesse a regra: cada um por si. O tecido social se rompe. A política deveria garantir o céu, ao contrário disto, não tem conseguido evitar o inferno. E ao inferno chega-se, quando o governo abandona a sociedade à sua própria sorte.

Todos na sociedade desejam os limites que devem ser oferecidos pelo Estado. Todos precisam acreditar nos valores fundamentais da vida, buscar o senso comum para incentivar o valor da política, da vida pública. Não podemos abandonar, em nome do consenso, a repressão. São necessárias leis claras e aplicáveis, punições proporcionais aos delitos e muito bom senso, pois desta união entre o bom senso e a repressão há de surgir uma sociedade mais equilibrada, onde haverá repressão tanto para o cidadão que comete crime, quanto para o governante que se desvia. Acredito na força da educação e na força da polícia. Quanto mais educação, menos polícia.

Convido o governador Rui Costa a ficar de frente para a sociedade e os seus problemas, sendo que a violência aflige a todos e parece não afligir ao governador. Que o governador saia da propaganda institucional e assuma o papel de tutor da sociedade, que abandone o mundo irreal da propaganda e, unindo bom senso e repressão, promova a paz para a sociedade baiana. Não temos nenhuma tragédia natural no nosso estado, mas o Governo está permitindo a dilaceração da sociedade com tantas perdas de vidas humanas evitáveis.

Os milhões investidos, diariamente, em propaganda irreal, se fossem investidos no consenso e na coerção, não estaríamos neste estado de guerra, em plena democracia.

Queremos paz, senhor Governador!”

*Targino Machado Pedreira Filho é médico e deputado estadual pelo PPS da Bahia.

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