Prefeito José Ronaldo revela que Micareta 2017 de Feira de Santana tem custo de R$ 5 milhões, arrecadação de R$ 1,25 milhão e que cogitou cancelar os festejos

Prefeito José Ronaldo de Carvalho e secretário Edson Felloni Borges. Falhas no planejamento da micareta 2017 foram atribuídas ao exíguo tempo.
Prefeito José Ronaldo de Carvalho e secretário Edson Felloni Borges. Falhas no planejamento da micareta 2017 foram atribuídas ao exíguo tempo.

Na tarde desta quinta-feira (20/04/2017), no salão de reuniões do Paço Municipal Maria Quitéria, o prefeito José Ronaldo (DEM) e Edson Borges, secretário municipal da Cultura, Esporte e Lazer concederam entrevista coletiva sobre a organização da Micareta 2017 de Feira de Santana.

Ao ser questionado pelo Jornal Grande Bahia quanto ao custo da festa e o valor arrecadado, José Ronaldo revelou que a micareta tem custo estimado em R$ 5 milhões, correspondente a atrações, infraestrutura e pessoal de suporte, e que a previsão de arrecadação de R$ 1,25 milhão. Ele informou, também, que, durante reunião com o grupo de trabalho da micareta, cogitou não realizar os festejos de 2017.

Na sequência, o prefeito lamentou a ausência dos blocos tradicionais nos festejos e atribuiu a ausência dos blocos a crise econômica que afeta o país. Após o comentário, anunciou que a festa deste ano seria dedicada apenas ao folião de rua, vulgarmente conhecido como folião pipoca.

Sem tempo

O secretário Edson Borges tentou justificar as falhas na organização da festeja ao “curto espaço de tempo que teve para organizar a micareta”, lembrando que “ingressou em janeiro de 2017 no governo e que a festa era um evento de grandes proporções” para ser modificado em apenas quatro meses.

O que se pode abstrair da afirmação do secretário Edson Borges é a inapetência para a gestão pública, observando que a micareta é uma festa que reproduz formato anual, possui custo e estrutura básica previamente definido e que não apresenta significativa variação do planejamento de um ano para o outro.

Nesse cenário, pode-se inferir que faltou habilidade administrativa do secretário em dialogar com os empresários dos blocos, com a finalidade de viabilizar a presença na festa de 2017. Efetivamente, não faltou tempo, mas competência em lidar com uma situação adversa.

Data

A mudança da data da micareta de 2017, do tradicional e criticado mês de abril, para o período de 18 a 21 de maio, é outro assunto controverso. A assincrônica realização dos festejos momescos — distantes dos meses de janeiro e fevereiro, período de férias escolares e de férias de boa parte da classe trabalhadora — é outro tema que precisa ser enfrentado pela administração.

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Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).