Policiais civis da Bahia aderem às manifestações da Greve Geral de 28 de abril de 2017

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Assembleia dos servidores da Polícia Civil da Bahia.
Assembleia dos servidores da Polícia Civil da Bahia.
Assembleia dos servidores da Polícia Civil da Bahia.
Assembleia dos servidores da Polícia Civil da Bahia.

A Assembleia realizada pelos servidores da Polícia Civil da Bahia, na manhã desta terça-feira(11/04/2017), deliberou que a categoria vai participar das manifestações da Greve Geral,marcada para 28 de abril de 2017, em protesto à PEC 287 da Reforma da Previdência que pretende retirar  o direito da Aposentadoria Especial dos policiais, à proibição pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de realizar greves e paralisações,aprovada nesta semana, e a Reforma Trabalhista defendidas pelo Governo de Michel Temer. A categoria vai distribuir faixas na delegacias de todo o Estado, mobilizar todas as unidades da Polícia e vai estar presente nos atos políticos da região do Iguatemi e dos municípios do interior baiano.  A assembleia ocorreu na  Associação dos Funcionários Públicos (AFPBA),localizada na Carlos Gomes. Na ocasião, os policiais civis vão denunciar a ausência de retorno do Governador Rui Costa em relação ao Ante-Projeto que foi entregue a SAEB, em outubro de 2016, e que tem como principal reivindicação a Reestruturação Salarial de todas  as carreiras.

Para o Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, a decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, de proibir o direito de greve da Polícia Civil, possui um caráter político e não jurídico  pois contradiz a própria Constituição Federal Brasileira. “A nossa Constituição prevê que as Forças Armadas não podem promover greves. Mas as Polícias Civil e Militar tem a autorização jurídica para fazê-las. Nós não vamos recuar! Vamos fazer diversas mobilizações em substituição às paralisações!”, garantiu Marcos Maurício.

Segundo Ary Alves, Presidente da Associação dos Investigadores (ASSIPOC), a Reforma da Previdência, tem como objetivo retirar dos servidores a Aposentadoria Especial, medida que representa um grande retrocesso à categoria. “Atualmente, os homens da Polícia se aposentam com 30 anos de serviços prestados e as mulheres 25 anos. A Reforma da Previdência pretende alterar para 49 anos de prestação de serviço à Polícia. Além disso, o servidor,  tanto homens como mulheres, deverão estar na faixa etária a partir de 65 anos. Um absurdo! “, criticou Alves. O Escrivão Luiz Carlos, Presidente da Associação dos Escrivães(AEPB), destacou que o policial civil quando se aposenta tem uma perda financeira mensal, diferente da Polícia Militar. ” A situação vai ficar mais complicada com a Reforma da previdência!”, frisou.

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