Ministro Edson Fachin encaminha ao STJ citações envolvendo 9 governadores; Geraldo Alckmin figura na lista

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (PSDB), governador de São Paulo, citado por envolvimento em atos de corrupção do Caso Lava Jato.
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (PSDB), governador de São Paulo, citado por envolvimento em atos de corrupção do Caso Lava Jato.
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (PSDB), governador de São Paulo, citado por envolvimento em atos de corrupção do Caso Lava Jato.
Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho (PSDB), governador de São Paulo, citado por envolvimento em atos de corrupção do Caso Lava Jato.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que as citações contra nove governadores nas delações de ex-executivos da Odebrecht sejam remetidas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), tribunal responsável por julgar governadores. Fachin atendeu ao pedido de desmembramento feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Fachi autorizou a abertura de inquérito de três governadores no STF – Alagoas, Acre e Rio Grande do Norte – pois os três são citados em ações envolvendo pessoas com foro no Supremo.

A decisão do ministro Fachin foi assinada no dia 4 abril de 2017 e estava prevista para ser divulgada após o feriado de Páscoa. No entanto, a divulgação foi antecipada para hoje depois da publicação de informações pelo jornal O Estado de S. Paulo, que teve acesso à integra das decisões.

Veja os nomes dos 9 governadores citados:

1 – Paulo Hartung (PMDB, Espírito Santo)

2 – Geraldo Alckmin (PSDB, São Paulo)

3 – Fernando Pimentel (PT, Minas Gerais)

4-  Flávio Dino (PCdoB, Maranhão)

5 – Luiz Fernando Pezão (PMDB, Rio de Janeiro)

6 – Raimundo Colombo (PSD, Santa Catarina)

7 – Marcelo Miranda (PMDB, Tocantins)

8 – Beto Richa (PSDB, Paraná)

9 – Marconi Perillo (PSDB, Goiás)

Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, manfestou-se por meio de sua assessoria de imprensa. “Jamais pedi recursos irregulares em minha vida política, nem autorizei que o fizessem em meu nome. Jamais recebi um centavo ilícito. Da mesma forma, sempre exigi que minhas campanhas fossem feitas dentro da lei”, disse.

O governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, ressaltou em nota que não disputou as eleições de 2010 e 2012. “Portanto, é leviana, mentirosa e delirante a citação de que ele teria recebido recursos da construtora Odebrecht”, declarou por meio de sua assessoria. “O governador afirma que acusações infundadas como essa só contribuem para confundir, tumultuar a investigação e manchar a trajetória das pessoas de forma irresponsável”.

Já o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, disse que só vai se pronunciar depois que o teor das delações for divulgado.

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, disse que não vai comentar sobre o assunto, porque não sabe do que está sendo acusado, pois foram divulgados apenas nomes em uma suposta lista.

*Com informações da Agência Brasil.

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