Em entrevista à Kennedy Alencar, Lula afirma desejo de concorrer à presidência da República e diz que “não haverá impedimento jurídico para isso”

Ex-presidente Lula é entrevistado por Kennedy Alencar. Ex-presidente reforça que saída para a crise se dá através de investimento, e não de cortes em políticas sociais e perda de direitos trabalhistas.

Ex-presidente Lula é entrevistado por Kennedy Alencar. Ex-presidente reforça que saída para a crise se dá através de investimento, e não de cortes em políticas sociais e perda de direitos trabalhistas.

Em entrevista concedida ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, Luiz Inácio Lula da Silva disse que tem o desejo de ser candidato novamente à Presidência da República nas eleições de 2018, e que não haverá qualquer impedimento jurídico capaz de detê-lo.

“Eu vou ter condições jurídicas de ser candidato, não há nenhuma razão jurídica para eu não ser candidato. (Na hipótese de ser artificialmente criado um impedimento jurídico), Aí seria melhor dizer, ‘vamos dar um segundo golpe neste país e não fazer eleição em 2018’”, afirmou o presidente, reafirmando sua inocência em todas as acusações que sofre no âmbito da Operação Lava Jato e na Justiça Federal de Brasília.

Lula explicou o que lhe motiva a ser candidato no presente momento: “Na situação em que estamos, eu quero ser candidato a presidente. Porque, sem nenhuma falsa de modéstia, as pessoas sabem que eu sei como consertar este país, já fizemos isso uma vez. Quer resolver o problema do país? Vamos incluir os pobres no Orçamento, e não fazer o que estão fazendo agora, todas as medidas para sair da crise envolvem apertar o cinto dos pobres e favorecer os ricos.”

Sobre as medidas a que se refere, Lula explicou que, dentro do modelo de crescimento e solução para a crise que desenha para o país, não passa a política de arrocho ora em vigor. “Não se pode fazer uma reforma trabalhista que rasgue a CLT e que acabe com a Justiça do Trabalho, nos levando de volta ao começo do século 20. Para sair da crise, não é preciso corte, mas sim colocar o Estado como um motor de arranque da economia, investindo, e não cortando”.

O jornalista perguntou também a respeito dos eventuais opositores de Lula em uma eventual eleição em 2018, especificamente do prefeito de São paulo, João Dória (PSDB), que vem fazendo críticas públicas e gratuitas ao ex-presidente. “Quando eu era metalúrgico, o presidente da Mercedes reclamava que eu o criticava muito. Eu dizia que era normal, porque ele o chefe, o líder, eu tinha que critica-lo. Então, ele (Dória) está querendo seus cinco minutos de glória, que eu responda a suas críticas. Mas ele precisa vencer os obstáculos de governar São Paulo, o que não se faz com pirotecnias”.

Ainda sobre os adversários que espera enfrentar em 2018, Lula afirmou: “Eu quero enfrentar o candidato dos banqueiros, que ao mesmo tempo seja candidato da Rede Globo. Eu duvido que algum setor da economia ganhou mais dinheiro que ganhou no meu tempo de governo, dos mais humildes trabalhadores aposentados aos maiores empresários. Poucas vezes este país teve um presidente que transitava em todos os setores da sociedade, promovendo a conciliação. É isso que quero trazer de volta”, concluiu.

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Redação do Jornal Grande Bahia
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