Deputado José de Arimateia debate fatores da síndrome da depressão, abordando aspectos científicos e religiosos

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Deputado José de Arimateia liderou debate sobre fatores da síndrome da depressão.
Deputado José de Arimateia liderou debate sobre fatores da síndrome da depressão.
Deputado José de Arimateia liderou debate sobre fatores da síndrome da depressão.
Deputado José de Arimateia liderou debate sobre fatores da síndrome da depressão.

Com Plenarinho lotado, o presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Saúde e Institutos de Pesquisas Afins na Bahia, deputado estadual José de Arimateia (PRB-BA), deu início a Audiência Pública “Depressão Sob a Ótica Científica e Religiosa”. O ato, que começou na manhã desta quarta-feira (12/04/2017), se estendeu até o princípio da tarde e atingiu o objetivo de realizar uma discussão minuciosa sobre a doença, que atinge 11,5 milhões brasileiros e 300 milhões de indivíduos em esfera mundial.

A depressão é classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite.

Para o deputado Arimateia, que também é Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), a Audiência é uma oportunidade de orientar a população baiana de que não se trata apenas de uma questão psíquica, mas também espiritual. No ensejo, o parlamentar falou da doença e da relevância da enfermidade ser prevenida e tratada, pois assim ajudará a reduzir o estigma associado a esta condição e levar mais pessoas a procurar ajuda.“Sabemos que os médicos, terapeutas e estudiosos do tema têm se esforçado incansavelmente em novas modalidades de tratamento para tentar colaborar com a melhora da situação, mas, como bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, acredito que esta, além de fisiológica, é uma questão espiritual e que a fé é uma grande porta de saída e libertação deste mal”, alertou Arimateia.

Atento ao trabalho de matrizes religiosas em favor do combate a esta enfermidade, Arimateia salientou o trabalho desenvolvido pela IURD nos presídios do Brasil, especialmente com a pregação da Palavra de Deus. “A iniciativa tem diminuído muito a questão da depressão nas penitenciárias, local propício para o surgimento da patologia. Acredito que se todos exercitassem a leitura da bíblia diariamente, encontrariam esta libertação”, disse.

Segundo informações da OMS, a falta de recursos, ausência de profissionais capacitados, o estigma social atrelado a transtornos mentais e falhas no diagnóstico são apontados hoje como grandes problemas no setor. Nesta perspectiva, o médico psiquiatra do Hospital Juliano Moreira, Antônio Carlos Freire, mostrou que a Bahia enfrenta uma série de dificuldades no sistema público de saúde, tais como: equipes da saúde com número insuficiente de profissionais, muitos pacientes para pouco serviços de qualidade, além da redução dos serviços de atendimento ambulatorial.

Com um tom informativo, o psiquiatra Paulo Gabriele, participou ativamente da cerimônia, representando o secretário Estadual de Saúde, Fábio Vilas Boas, e afirmou que a saúde mental é muito importante para ficar apenas confinada ao âmbito da compreensão científica. Em seguida ele pediu à sociedade menos preconceito e sim mais tolerância e acolhimento com os pacientes que apresentam alguma doença mental. “Não podemos cuidar do ser humano apenas por um aspecto ou mesma interpretação, pois o ser humano é muito maior e complexo do que a ciência compreende dele”, disse.

Para a cerimônia, também estiveram presentes representantes diversos representantes de denominações religiosas, o que gerou um grande debate em torno da temática.

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