Defesa envia ao juiz Séregio Moro auditoria que conclui que o ex-presidente Lula não cometeu atos de corrupção

Juiz Sérgio Fernando Moro é encarregado dos processo em primeiro grau envolvendo corrupção na Petrobras e o Caso Lava Jato.
Juiz Sérgio Fernando Moro é encarregado dos processo em primeiro grau envolvendo corrupção na Petrobras e o Caso Lava Jato.
Juiz Sérgio Fernando Moro.
Juiz Sérgio Fernando Moro é encarregado dos processo em primeiro grau envolvendo corrupção na Petrobras e o Caso Lava Jato. Ações do magistrado indicam atuação persecutória.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anexou na segunda-feira (24/04/2017) à ação penal a que ele responde na Justiça Federal em Curitiba, no âmbito da Operação Lava Jato, documento no qual afirma que uma empresa de auditoria independente concluiu que “não foram identificados” atos de corrupção praticados por ele na Petrobras. A auditoria foi elaborada pela empresa PricewaterhouseCoopers, a pedido dos advogados do ex-presidente, e enviada ao juiz federal Sérgio Moro.

“Não foram identificados ou trazidos ao nosso conhecimento atos de corrupção ou atos ilícitos com a participação do ex-presidente”, no período entre 2012 e 2016, diz a empresa no documento enviado ao juiz.

Na ação penal, Lula e o ex-ministro Antonio Palocci são acusados de ter conhecimento do repasse de dinheiro de caixa 2 pela Odebrecht ao PT. Segundo o empresário Marcelo Odebrecht, um dos delatores da Lava Jato, Palocci era responsável pela indicação de pagamentos que deveriam ser feitos a campanhas políticas. Segundo o empreiteiro, os recursos eram depositados em um conta informal que o partido mantinha com a empreiteira em troca de favorecimentos.

Em depoimento recente perante o juiz Sérgio Moro, o empreiteiro disse que os fatos ocorreram quando Lula já tinha deixado a Presidência da República. Durante o depoimento, Marcelo Odebrecht disse que Lula nunca pediu recursos diretamente a ele e que os repasses tinham sido combinados com Palocci.

Defesa

Após o depoimento, os advogados de Lula afirmaram que os delatores não apresentaram provas contra o ex-presidente e que o objetivo das denúncias é manchar a imagem e comprometer a reputação de Lula.

Os advogados de Palocci afirmaram que o ex-ministro nunca solicitou vantagens indevidas para campanhas do PT. Palocci disse ao juiiz Sérgio Moro, na semana passada, que não fez operações de caixa 2 para o PT e mostrou-se disposto a colaborar com as investigações e apresentar “nomes, endereços e operações realizadas”, que podem render mais “um ano de trabalho” à Lava Jato.

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