Congresso: lupanário à brasileira | Por Sérgio Jones

Congresso Nacional ao amanhecer. Artigo analisa o confronto de ideias e direitos de uma nação que almeja o progresso, contra setores que defendem o atraso.
Congresso Nacional ao amanhecer. Artigo analisa o confronto de ideias e direitos de uma nação que almeja o progresso, contra setores que defendem o atraso.
Fachada do Congresso Nacional.
Fachada do Congresso Nacional.

A priori o Congresso Brasileiro é definido classicamente como órgão constitucional que exerce, no âmbito federal, as funções do poder legislativo, quais sejam elaborar/aprovar leis e fiscalizar o Estado brasileiro (suas duas funções típicas), bem como administrar e julgar (funções atípicas). O Congresso é bicameral, logo composto por duas Casas: o Senado Federal (integrado por 81 senadores, que representam as 27 unidades federativas (26 estados e o Distrito Federal) e a Câmara dos Deputados (integrada por 513 deputados federais, que representam o povo). O sistema bicameral foi adotado em razão da forma de Estado instalada no País (federado), buscando equilibrar o peso político das unidades federativas.

Na prática o que fica evidenciado é a existência do elevado nível de promiscuidade da classe política brasileira, respeitando as raras exceções. O Congresso está menos prestigiado do que a Casa da Luz Vermelha. Esta, em contrapartida, oferece aos clientes e frequentadores um maior custo benefício para a satisfação e o deleite de todos os assíduos ou não frequentadores.

 Enquanto o Congresso se coloca na condição similar das teúdas e manteúdas sustentada financeiramente pelo povo, na forma de amante que usa seu poder, e de todo tipo de sortilégios, tendo como finalidade seduzir, enfeitiçar e encantar o inconsciente coletivo, através do uso de atributos naturais ou artificiais.  Em uma farra eterna e dantesca que promove a alegria de poucos em detrimento do sofrimento de muitos.

A existência deste Lupanário Político nada mais representa do que o modelo e os interesses de uma democracia relativa. Cada vez mais dá as costas para a sociedade que chafurda na indigência social a mercê das mazelas que tanto tem contribuído para aviltar a vida de todos os meros mortais que habitam este país tropical, abençoado por Deus e vilipendiado por uma casta de cleptocratas dos podres poderes (Acta est fabula).

*Sérgio Jones é jornalista.

Sobre Sérgio Jones 158 Artigos
Sérgio Jones, jornalista formado na Universidade Federal da Bahia (UFBA).