Bancada de Oposição da Câmara Municipal de Salvador debate situação hídrica de Salvador e RMS

Reunião da Bancada de Oposição da Câmara Municipal de Salvador.
Reunião da Bancada de Oposição da Câmara Municipal de Salvador.
Reunião da Bancada de Oposição da Câmara Municipal de Salvador.
Reunião da Bancada de Oposição da Câmara Municipal de Salvador.

Nesta quinta-feira (20/04/2017), os vereadores de oposição da Câmara Municipal de Salvador, se reuniram com o secretário de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (Sihs), Cássio Peixoto e o presidente da Embasa, Rogério Cedraz e se aprofundaram da situação hídrica de Salvador e RMS. Em ampla explanação Cássio Peixoto e Cedraz expuseram o atual cenário, classificado como atípico por conta da maior seca dos últimos anos no estado. As ações emergências, bem como as previstas foram destaque.

Para aumentar o volume de água armazenado na barragem de Joanes II, a Embasa adquiriu equipamentos para fazer a reversão do lago de Santa Helena para o rio Jacumirim que abastece a barragem. Foram investidos R$ 2,5 milhões no sistema de bombeamento que entrou em operação no mês de março e possibilitou o acréscimo de 4 mil litros por segundo (l/s) no volume de água no rio.

Também está sendo feito a perfuração progressiva de 14 poços em uma área próxima à Estação de Tratamento de Água (ETA) Principal, no município de Candeias, com custo estimado em R$ 70 milhões, que proporcionarão o aumento de mil litros por segundo no volume de água disponível para o sistema.

“Além dessas ações emergenciais e da redução de oferta de água bruta para indústria, lançamos campanha de alerta e de incentivo ao uso racional da água e estamos intensificando nossas ações de combate à fraude”, frisou o presidente da Embasa.

O secretário reforçou que: “Estamos enfrentando a pior seca dos últimos 100 anos na Bahia. O Governo do Estado já investiu neste período R$ 180 milhões, mas a situação vem se agravando e tornando cada vez mais crítica a condição dos nossos mananciais. Por isso, precisamos do apoio de todos para economizar a água que temos disponível. O uso racional da água é fundamental nesse momento”.

Obras previstas

As obras previstas também foram citadas. Já foi lançado, por exemplo, edital de licitação da obra da primeira etapa da ampliação da captação na barragem de Santa Helena, com recursos orçados em R$168 milhões.

“Essa obra prevê a implantação de uma adutora de água bruta com extensão de 10,7 km, em paralelo às duas adutoras já existentes, além da instalação de cinco equipamentos de bombeamento novos na estação elevatória de água bruta existente e de melhorias em sua infraestrutura. Considerando-se a totalidade do empreendimento, a ampliação do sistema de transposição das águas de Santa Helena para a barragem de Joanes II tem previsão de elevar a produção de água em volume equivalente a 50% da atual demanda do sistema”, explicou Peixoto.

Em quatro fases, o empreendimento prevê investimento total estimado de R$ 890 milhões, com projeto em elaboração para posterior captação de recursos. “Além disso, está prevista também a elaboração de projeto para a construção, em maior prazo, da barragem de Itapecerica”, concluiu Cedraz.

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