“A Terceirização representa o fim da CLT!”, destacou professora da UFBA

Evento PSOL debateu terceirização.
Evento PSOL debateu terceirização.
Evento PSOL debateu terceirização.
Evento PSOL debateu terceirização.

“A terceirização representa o fim da CLT! É através da terceirização que burlam os direitos trabalhistas!”, destacou a Doutora em Sociologia do Trabalho e professora da Universidade Federal da Bahia, Graça Druck, durante evento realizado pelo PSOL, na noite desta quarta-feira(19/04/2017), que debateu ” Terceirização: Quais os impactos na vida dos trabalhadores e trabalhadoras?”, realizado na sede do sigla, localizada no Campo Grande. O evento foi uma realização da Secretaria de Formação Política, representada por Rafaela Cardoso, e contou com a participação de diversos militantes da capital baiana e do interior, filiados, acadêmicos e lideranças comunitárias.

Segundo a pesquisadora Graça Druck, o Brasil caminha para um processo de terceirização irrestrita, um quadro de precarização do trabalho generalizado. A professora da UFBA destacou que o contexto atual representa uma das crises mais violentas da Democracia Burguesa.

“A conjuntura, realmente, é muito difícil! Uma onda de ataques, uma ofensiva muito violenta. O capitalismo por espoliação, segundo alguns autores, é a tendência do capital de explorar o máximo possível até chegar ao estágio da escravidão. Mas precisamos lembrar que capitalismo e escravidão, do ponto de vista teórico, não são a mesma coisa “, esclareceu a professora da UFBA, Graça Druck.

Para o militante sindical da CSP- Conlutas, Antônio Barreto, os sindicalistas precisam fazer uma reflexão profunda sobre a perda da ” unidade” do movimento e devem pensar de que forma podemos “oxigenar” as lutas. O sindicalista criticou a análise feita por alguns estudiosos que acreditavam na morte do movimento sindical. ” Diziam que os sindicatos não seriam os sujeitos da revolução. A realidade está mostrando o contrário! Estamos percebendo a força das centrais sindicais!”, pontuou, ao destacar ainda que o projeto da terceirização faz uma “maquiagem” ao passar a ideia de que o país vai ter uma quantidade maior de trabalhadores com carteira assinada.

A militante da Intersindical e da Associação dos Trabalhadores de Call Center (ATRACAL), Elaíne Souza, lembrou que a terceirização não é algo recente. A liderança ressaltou que as ” doenças ocupacionais” estão presentes, na maioria das vezes, no serviço terceirizado. ” Terceirizar é escravizar! As pessoas ficam submetidas a precariedade muito grande e sofrem assédio moral o tempo inteiro”, criticou a Secretária de Comunicação, do Diretório municipal de Salvador.

De acordo com o Sociólogo e representante da Intersindical, Kleber Rosa, as Reformas Trabalhista, da Previdência e o Projeto de Terceirização, são faces de um projeto único que está sendo orquestrado pela elite do país. ” É a elite branca tentando reescravizar a população. Temos como exemplos, o genocídio e o encarceramento da população negra como consequências desse mesmo projeto!”, frisou Rosa, liderança da Polícia Civil baiana. #foratemer #grevegeral28deabril

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