União Europeia: 60 anos do Tratado de Roma são celebrados com forte esquema de segurança

A patrulha paramilitar italiana patrulha em frente ao Monumento do Soldado Desconhecido na praça Piazza Venezia de Roma.
A patrulha paramilitar italiana patrulha em frente ao Monumento do Soldado Desconhecido na praça Piazza Venezia de Roma.
A patrulha paramilitar italiana patrulha em frente ao Monumento do Soldado Desconhecido na praça Piazza Venezia de Roma.
A patrulha paramilitar italiana patrulha em frente ao Monumento do Soldado Desconhecido na praça Piazza Venezia de Roma.

Os líderes dos 27 países-membro da União Europeia (UE) começaram a chegar na sexta-feira (24/03/2017) a Roma e encontram a capital italiana com muitas ruas fechadas e com o trânsito aéreo proibido. Amanhã (25), serão comemorados os 60 anos do Tratado de Roma, que deu origem à integração do continente.

Mais de 3 mil profissionais, entre policiais e militares do Exército e franco-atiradores estão nas ruas da cidade, segundo a agência de notícias argentina Télam. Todas as ruas até 300 metros de distância da Basílica de São Pedro, no Vaticano, foram fechadas hoje de manhã, por uma ameaça de bomba, que já foi descartada.

O encontro de líderes da UE terá também uma visita de todos eles ao papa Francisco, prevista para hoje, às 14h (horário de Brasília).

Ações preventivas

As medidas de segurança para as próximas 48 horas, segundo o ministro do Interior italiano, Marco Minniti, incluem a proibição da circulação de caminhões e outros veículos pesados pelo centro de Roma, para evitar ataques como o que aconteceu nas cidade francesa de Nice em julho do ano passado.

Como prevenção, foram feitos diversos diques de cimento que dificultam a circulação por avenidas. “A proteção das autoridades, a tranquilidade dos cidadãos e a manifestação pacífica dos dissidentes” são as metas do Ministério do Interior com as ações de segurança.

Em algumas áreas do centro histórico, até o trânsito de pedestres foi proibido, para permitir que os franco-atiradores acompanhem os chefes de Estado pelas vielas que rodeiam o local da comemoração.

Cerimônia e protestos

Os líderes europeus começarão a chegar ao Capitólio, sede da prefeitura onde os tratados foram assinados há 60 anos, às 9h locais (5h no horário de Brasília). Às 11h20 locais, será assinada a Declaração de Roma, uma espécie de”refundação” do bloco regional.

Seis manifestações, marcadas para começar às 10h locais (6h em Brasília), pretendem reunir 20 mil pessoas de diversas tendências políticas. A primeira concentração será do grupo direitista Irmãos da Itália e a última, que deve terminar às 18h, do Partido Comunista. A manifestação com mais repercussão, por enquanto, é a do movimento Eurostop (em português, Parem a Europa”), que é contra a União Europeia.

Como parte da maior mobilização de segurança desde a morte do papa João Paulo II, em 2005, o Coliseu, uma das principais atrações turísticas de Roma, fica fechado de hoje até domingo (26) de manhã. Neste sábado (25), três estações do metrô no centro da cidade deixarão de funcionar.

Esta será a primeira cúpula da União Europeia sem a participação do Reino Unido, que na próxima quarta-feira (29) deixa oficialmente o bloco, na saída conhecida como Brexit.

Redação do Jornal Grande Bahia
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