Somália: da fome que fez deslocados aos perigos do cólera

Mulheres e crianças na Somália.
Mulheres e crianças na Somália.
Mulheres e crianças na Somália.

Secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) quer apoio internacional para somalis e disse que há “chance de evitar o pior” ; cerca de 6,2 milhões de pessoas precisam atualmente de assistência no país.

Em visita à cidade somali de Baidoa, o secretário-geral da ONU esteve num acampamento onde vivem aproximadamente 700 pessoas. Elas foram forçadas a deixar aldeias rurais desde fevereiro de 2014.

António Guterres dedicou tempo aos habitantes que andaram por horas ou até dias em busca de assistência humanitária.

Assistência

Por mais de uma hora, o secretário-geral ouviu homens, mulheres e crianças que tiveram de ir a Baidoa buscar comida e água. Algumas delas haviam retornado do campo de Dadaab, no Quénia, e foram forçadas a se deslocar mais uma vez por conta da seca.

A visita do chefe das Nações Unidas ao país africano, na terça-feira, foi para expressar “profunda solidariedade com a população somali”. Cerca de 6,2 milhões de pessoas precisam de assistência humanitária na Somália, quase metade da população.

Cólera

A outra preocupação é a subida de casos do cólera. Nos últimos dois meses, 7.731 pessoas foram infetadas e 183 morreram.

O secretário-geral visitou um hospital onde estão sendo tratados pacientes da doença.

Segundo o diretor da instituição, das 73 pessoas sendo tratadas para a doença, 24 são crianças com menos de cinco anos.

A ONU e parceiros humanitários fizeram um apelo de US$ 825 milhões para apoiar milhões de somalis afetados pela grave seca nos próximos seis meses.

Guterres disse que ainda há “chance de evitar o pior”.

*Com informação da Radio ONU.

Redação do Jornal Grande Bahia
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