Operadores financeiros presos na Lava Jato são transferidos para Curitiba

'Operação Blackout' é uma referência ao sobrenome de dois dos operadores financeiros do esquema criminoso que envolve a Petrobras no Rio de Janeiro. O objetivo é mostrar a interrupção da atuação dos investigados como representantes do esquema.
'Operação Blackout' é uma referência ao sobrenome de dois dos operadores financeiros do esquema criminoso que envolve a Petrobras no Rio de Janeiro. O objetivo é mostrar a interrupção da atuação dos investigados como representantes do esquema.
'Operação Blackout' é uma referência ao sobrenome de dois dos operadores financeiros do esquema criminoso que envolve a Petrobras no Rio de Janeiro. O objetivo é mostrar a interrupção da atuação dos investigados como representantes do esquema.
‘Operação Blackout’ é uma referência ao sobrenome de dois dos operadores financeiros do esquema criminoso que envolve a Petrobras no Rio de Janeiro. O objetivo é mostrar a interrupção da atuação dos investigados como representantes do esquema.

Presos em caráter preventivo na Superintendência da Polícia Federal (PF) no Distrito Federal desde o último dia 25 de fevereiro de 2017, Jorge Luz e seu filho, Bruno Luz, foram transferidos hoje (2) para a Superintendência da PF no Paraná.

Apontados como operadores financeiros ligados principalmente ao PMDB, pai e filho foram alvos da 38ª Fase da Operação Lava Jato, batizada de Blackout. Citados por outros investigados na Operação Lava Jato que assinaram acordo de delação premiada com a Justiça Federal, os dois respondem pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Jorge e Bruno deixaram o Aeroporto Internacional de Brasília em um voo comercial e chegaram ao Aeroporto Internacional Afonso Pena, na capital paranaense, pouco após as 18 h. No aeroporto, foram recebidos por uma equipe local da PF, que os conduziu para a superintendência.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), a atuação de Jorge e Bruno junto à Petrobras resultou no pagamento de R$ 40 milhões em propinas ao longo de 10 anos, especialmente na compra dos navios-sonda Petrobras 10.000 e Vitória 10.000; na operação do navio-sonda Vitoria 10.000 e na venda, pela Petrobras, de sua participação acionária na Transener (maior companhia de transmissão de energia elétrica da Argentina) para a empresa Eletroengenharia.

De acordo com a investigação, a maior parte da propina era repassada aos membros da Diretoria Internacional da Petrobras, enquanto o restante era destinado a agentes políticos. O procurador da República Diogo Castor de Mattos disse que esses políticos gozam atualmente de foro privilegiado.

Os integrantes da força-tarefa do MPF disseram ainda que Jorge e Bruno atuavam na Diretoria Internacional da Petrobras, área de indicação política do PMDB, que, em nota, afirmou que os operadores financeiros “não têm relação com o partido e nunca foram autorizados” a falar em nome da sigla. Ainda de acordo com os procuradores da força-tarefa, pai e filho também agiam esporadicamente na Diretoria de Abastecimento e na Diretoria de Serviços da estatal, áreas de influência do PP e do PT, respectivamente.

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