ONU Mulheres divulga nota pública sobre assassinato da adolescente Maria Eduarda Alves da Conceição, vítima de bala perdida no Rio de Janeiro

Maria Eduarda Alves da Conceição foi assassinada em sala de aula. Maria Eduarda Alves da Conceição foi assassinada em sala de aula.
Maria Eduarda Alves da Conceição foi assassinada em sala de aula. 

Maria Eduarda Alves da Conceição foi assassinada em sala de aula.

ONU Mulheres divulgou no início da noite dessa sexta-feira (31/03/2017) nota pública manifestando “consternação” com o assassinato da adolescente negra Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, vítima de bala perdida na quinta-feira (30), enquanto estava em aula na cidade do Rio de Janeiro. Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres no Brasil, assina o comunicado.

A ONU Mulheres divulgou no início da noite dessa sexta-feira (31) uma nota pública manifestando “consternação” com o assassinato da adolescente negra Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos, vítima de bala perdida na quinta-feira (30), enquanto estava em aula na cidade do Rio de Janeiro.

Maria Eduarda foi uma das participantes do projeto ‘Uma Vitória Leva à Outra’ sobre o empoderamento de meninas pelo esporte, desenvolvido pela ONU Mulheres e pelo Comitê Olímpico Internacional durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

A agência especializada da ONU destacou os dados “alarmantes e inaceitáveis” com relação à violência contra as mulheres e meninas brasileiras, especialmente as afrodescendentes. Confira a nota na íntegra:

Nota pública sobre o assassinato da adolescente Maria Eduarda Alves da Conceição, vítima de bala perdida, no Rio de Janeiro

“A ONU Mulheres Brasil manifesta consternação com o assassinato da adolescente negra Maria Eduarda Alves da Conceição, 13 anos, vítima de bala perdida, em 30 de março de 2017, durante o desenvolvimento de suas atividades escolares. Apresenta condolências às e aos familiares, amigas e amigos da adolescente e comunidade escolar da Escola Municipal Daniel Piza, localizada na Pavuna, Rio de Janeiro.

Até outubro de 2016, Maria Eduarda foi uma das participantes do projeto ‘Uma Vitória Leva à Outra’ sobre o empoderamento de meninas pelo esporte, desenvolvido pela ONU Mulheres e pelo Comitê Olímpico Internacional, no contexto do legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Em face da violência fatal contra Maria Eduarda, a ONU Mulheres Brasil reitera o apelo público em defesa do direito das mulheres e meninas, notadamente as afro-brasileiras, a terem uma vida sem violências, incluindo o respeito à memória das vítimas. Reforça o alerta às autoridades públicas para a continuidade de investimentos em políticas para a prevenção e a eliminação da violência contra as mulheres e meninas e a juventude negra, a fim de evitar as mortes violentas por razões de gênero e raça.

A entidade relembra os dados alarmantes e inaceitáveis com relação à violência contra as mulheres e meninas brasileiras, especialmente as afrodescendentes.

De acordo com o Mapa da Violência 2015 sobre o assassinato de mulheres, entre 2003 e 2013, houve um aumento de 191% na vitimização de negras. Ainda conforme o estudo, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres, ONU Mulheres e Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), em dez anos, houve um aumento de 54% no número de homicídios de mulheres negras, passando de 1.864, em 2003, para 2.875, em 2013.

Por fim, a ONU Mulheres retoma os compromissos da campanha global UNA-SE pelo Fim da Violência contra as Mulheres, neste ano, sob o lema “Não deixar ninguém para trás: acabar com a violência contra as mulheres e as meninas”, alcançando as pessoas mais vulneráveis primeiro. A campanha apoia o cumprimento da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, adotada em 2015, pelos Estados-membros da ONU.

Nadine Gasman

Representante da ONU Mulheres Brasil

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Redação do Jornal Grande Bahia
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