No Dia Internacional da Mulher, senadora Lídice da Mata comenta sobre violência, previdência e homenageia policial baiana

Mulheres fazem manifestação por direitos iguais.
Brasília - Mulheres fazem manifestação por direitos iguais, contra o racismo e contra a violência, na Esplanada dos Ministérios (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Mulheres fazem manifestação por direitos iguais.
Mulheres fazem manifestação por direitos iguais.

Com um discurso contundente, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) participou da sessão especial do Senado, pela passagem do Dia Internacional da Mulher. Em seu pronunciamento, a parlamentar baiana destacou os problemas ainda enfrentados pelas mulheres como a violência, o desemprego, criticou a Reforma da Previdência e também homenageou a policial Denice Santiago, que comanda a Ronda Maria da Penha, da Polícia Miltar da Bahia, agraciada com o Diploma Bertha Litz.

A senadora chamou a atenção para a marcha das mulheres que ocorre em todo o País que busca sensibilizar e alertar a população sobre a violência de gênero, o machismo, a homofobia e o racismo.

Lídice lembrou que o Brasil é o quinto país em índices de feminicídio – que é o assassinato de mulheres pela condição de serem mulheres –, com média de 4,6% assassinadas a cada 100 mil. “Ainda assim, temos em nosso País iniciativas e realizações para transformar este quadro, com a promoção de mudanças que já estavam em curso em todo o mundo e se fortaleceram nos últimos anos”, assinalou.

A parlamentar baiana também criticou a proposta do governo que pretende igualar a idade de 65 anos para a aposentadoria no texto da Reforma da Previdência.

Sobre a questão da empregabilidade, a senadora baiana ressaltou que apesar de trabalharem mais horas, elas ganham apenas 62% do salário de um homem com o mesmo grau de ensino. “No trabalho, também permanece maior concentração de desemprego entre as mulheres: segundo o IBGE, em 2015, a taxa de desemprego entre elas era de 11,7%, enquanto para os homens foi de 7,9%. Naquele ano, as mulheres representaram 53,6% do total de 10 milhões de desempregados”.

Homenagem – A senadora também homenageou as mulheres agraciadas com a comenda Bertha Lutz, entre elas major Denice Santiago, comandante da Ronda Maria da Penha, que busca coibir casos de violência contra a mulher. Por indicação de Lídice da Mata, a policial foi agraciada com a comenda Bertha Lutz.

“Denice representa a força e a garra das baianas: mulher, negra, integrante de uma instituição composta exclusivamente por homens durante 165 anos de existência, num Estado com altos índices de violência contra as mulheres. O principal mérito da Major Denice é sua contribuição no enfrentamento da violência sexista, evidenciada na sua vida pessoal e profissional. Suas realizações vêm despertando interesse de pesquisadores e se tornando referência no rompimento de conceitos e práticas discriminatórias, patriarcais e racistas, ainda dominantes e enraizadas na vida social, desde o mundo afetivo e privado ao mundo público”, finalizou.

Também foram homenageadas Diza Gonzaga, por sua coragem em, após ter perdido seu filho num acidente de trânsito, ter transformado toda sua dor em luta criando a Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, entidade responsável pelo Programa Vida Urgente, com projetos que visam valorizar a vida com ações de prevenção à violência no trânsito.

Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert, formada em Administração de Empresas e Relações Internacionais pelo Instituto Rio Branco, superou barreiras e venceu preconceitos para se destacar como uma das primeiras diplomatas mulheres no Itamaraty. É embaixadora do Brasil na República da Sérvia e também foi embaixadora da Etiópia em 2010.

A professora universitária Raimunda Luzia de Brito, formada em Direito e doutora em Ciência da Educação, ex-presidente do Coletivo de Mulheres Negras do Mato Grosso, que tem como objetivo a comunicação, informação e monitoramento das políticas públicas na área da saúde da população negra, com ênfase na saúde da mulher.

A  jornalista e escritora Tati Bernardi, formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, romancista, cronista e roteirista, que se tornou conhecida pela forma corajosa, divertida e contundente com que aborda relacionamentos, mercado de trabalho, política e feminismo.  Colaborou com as telenovelas “Sangue Bom” e “A Vida da Gente” e como roteirista do seriado “Aline” e do talk show “Amor & Sexo”, e também foi roteirista dos filmes “Qualquer Gato Vira-Lata” e “Meu Passado me Condena”.

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