Investimentos do Governo Rui Costa garantem melhor cobertura para usuários do SUS

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Fachada do Hospital Geral Roberto Santos. Governo da Bahia moderniza estrutura de saúde do estado.
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Fachada do Hospital Geral Roberto Santos. Governo da Bahia moderniza estrutura de saúde do estado.

No mês em que Salvador completa 468 anos de fundação, o soteropolitano celebra as melhorias na saúde pública. Investimentos na construção de hospitais e na ampliação dos serviços hospitalares já refletem em uma cobertura mais completa na rede SUS. Em menos de dois anos, o cidadão passou a contar com novas instituições, como o Hospital da Mulher e o HGE 2, e a desfrutar de um atendimento melhor com a requalificação do Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), Hospital Geral Ernesto Simões, Centro Estadual de Oncologia (Cican) e diversas ações itinerantes realizadas pelo Governo do Estado.

“A população está muito mais bem servida, não só em quantidade e capacidade de atendimento, mas, sobretudo, na qualidade. Para o Governo do Estado, o hospital que atende a rede do SUS tem que ter o mesmo padrão de excelência de um hospital privado. Para isso, investimos no que há de melhor no mundo em termos de equipamentos. Também temos nos preocupado com a qualidade dos ambientes, oferecendo instalações com ar condicionado em todas as áreas”, afirma o secretário de Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas.

No Complexo HGE, a inauguração do HGE 2 garantiu 160 novos leitos, onze salas cirúrgicas, um Centro de Atendimento a Queimados e a ampliação do número de profissionais da saúde para quatro mil pessoas. A unidade hospitalar também conta com oito leitos de UTI pediátrica – pendência no Hospital Geral do Estado até o final do ano passado. A soma de equipamento e aparelhagem modernos com uma equipe médica ampliada desafoga o HGE, possibilitando que casos de traumas e queimaduras sejam tratados sem interrupção.

“Um grande problema que nós tínhamos no HGE é que operávamos o paciente no setor de trauma e ele necessitava deste segundo tempo da cirurgia, que muitas vezes era prorrogado. Éramos obrigados a desmarcar as cirurgias, pois todas as salas de cirurgias estavam ocupadas com a urgência. Agora, a vítima é operada no HGE num primeiro momento e, caso ele necessite de uma segunda intervenção e de uma complementação de uma cirurgia, ela é feita no HGE 2”, explica o cirurgião André Luciano Andrade, diretor-geral do Complexo HGE.

Aos 54 anos, a dona de casa Anaildes Santana dos Santos passa mais tempo no HGE 2 do que em sua própria residência. Ela acompanha o marido internado por conta de um traumatismo craniano, após uma queda no banheiro em 2016. De acordo com esposa do paciente, o empenho da equipe médica e a infraestrutura com equipamentos modernos garantiram a reversão do quadro de saúde.

“A equipe médica salvou a vida dele. O atendimento antes e depois da cirurgia foi determinante para que meu marido ficasse vivo. Eu já não tinha mais nenhuma esperança, mas, graças a Deus e à equipe médica, a situação foi revertida e hoje ele está com quadro estável”, diz Anaildes.

Hospital Roberto Santos como referência

Em agosto, a descoberta do vírus Zika associado à microcefalia completa dois anos. Neste período, quando a Bahia começou a viver um surto da doença, o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), maior hospital público do Norte e Nordeste, se consolidou como centro de referência em ensino e pesquisa e divulgou alguns dos trabalhos acadêmicos mais importantes do mundo. Em parceria com a Fiocruz, Instituto Evandro Chagas, Universidade do Texas e Universidade de Yale, o HGRS descobriu, por exemplo, o primeiro caso de glaucoma congênito decorrente do Zika vírus. Isto foi possível graças ao acompanhamento específico feito no ambulatório de microcefalia da unidade.

“Aqui, as mães são acolhidas e os casos são estudados para que a gente faça a prevenção. Nós identificamos os casos e damos todo o acompanhamento às gestantes, mesmo após o parto. O Roberto Santos centraliza todos os serviços que garantem dar todo o suporte sem que as mães fiquem desorientadas procurando por serviços em locais diferentes”, destaca o diretor do Hospital Geral Roberto Santos, José Admirço Lima Filho.

Com a reforma e ampliação do hospital, o ambulatório mudou para um novo prédio, mais confortável e com mais espaço para abrigar novas especialidades. Às quartas-feiras, uma equipe multidisciplinar acompanha gestantes com diagnóstico de microcefalia e mães com seus recém-nascidos. O atendimento vai do pré-natal de alto risco à neuropediatria, com apoio de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia e enfermagem. Há tratamento para as grávidas e para os bebês nascidos com Zika associado à microcefalia.

Neste período, o Governo do Estado inaugurou 43 novos leitos de UTI e semi-intensiva neonatais, ação que proporcionou mais conforto para essas pacientes no momento do parto. Também foi inaugurado centro de imagem, com ressonância e tomografia de última geração, capazes de realizar exames mais rápidos para que as gestantes tenham possibilidade de iniciar atendimento personalizado o quanto antes.

Cican e Hospital da Mulher

O Centro Estadual de Oncologia (Cican) e o Hospital da Mulher são outras duas instituições que reforçam o suporte da rede SUS. Criado há 35 anos, o Cican, que teve a renovação do parque radiológico concluída, atende pacientes com suspeita ou câncer constatado, com especialidades como ginecologia, mastologia, oncologia clínica, urologia, dermatologia, proctologia, anestesiologia e terapia da dor. São realizados procedimento diagnósticos, com destaque para a detecção do câncer de próstata e de mama, os tipos mais comuns com 3,9 mil e 2,7 mil casos por 100 mil habitantes na Bahia, respectivamente, conforme pesquisa do Instituto Nacional de Câncer.

Os casos mais graves, onde é necessária intervenção cirúrgica, são encaminhados para o hospital Roberto Santos (público masculino) e da Hospital da Mulher (público feminino). O segundo, inaugurado no início deste ano, atende demanda específica, com consultas médicas, exames e assistência em várias especialidades, incluindo serviços ginecológicos, oncológicos, além de atendimentos para situação relacionadas à violência sexual e planejamento familiar.

A infraestrutura moderna possui ambulatório, centro cirúrgico, enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As pacientes chegam à unidade por meio da Central Estadual de Regulação, vinculada às secretarias municipais de saúde, e são acolhidas por uma equipe multidisciplinar constituída por assistentes sociais, psicólogos, enfermeiros e médicos.

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