CUT Bahia reúne 50 mil pessoas no Dia de Luta Contra a Reforma da Previdência

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Protesto em Salvador contra a reforma da previdência.
Protesto em Salvador contra a reforma da previdência.
Dois atos ocorreram em Salvador, e mais de 397 cidades baianas realizam alguma atividade Contra a Reforma da Previdência.
Dois atos ocorreram em Salvador, e mais de 397 cidades baianas realizam alguma atividade Contra a Reforma da Previdência.

Com a unificação da luta pelos direitos de todos os trabalhadores, a Central Única dos Trabalhadores, em conjunto com diversas entidades reuniram nesta quarta-feira (15/03/2017), mais de 50 mil pessoas, na capital baiana. A caminha Contra a Reforma da Previdência se iniciou às 16horas, com saída do Campo grande (em frente ao Teatro Castro Alves), seguindo em direção a Praça Castro Alves.

Com muitas faixas, bandeiras, cartazes, músicas, trios, carros de som e o povo, a caminha não teve nenhuma ocorrência, só a da paz e alegria, misturada com sentimento de indignação por não aceitar o governo golpista de Michel Temer e as reformas absurdas da Previdência e Trabalhista.

Os manifestantes exigiram as “Diretas Já”, fim do projeto da “Reforma Trabalhista” e o fim da “Reforma da Previdência”, com PEC 287, que retira direitos conquistados por todos os trabalhadores.

Os atos por toda a Bahia defenderam o fim do projeto de Reforma da Previdência e Trabalhista, Diretas Já, não as privatizações e o retorno de políticas sociais importantes para o povo. Outros pontos abordados pelos atos são reforma política e maiores investimentos em saúde, educação e segurança.

“Estamos dizendo claramente ao povo: vão acabar com sua aposentadoria”, afirmou o presidente da Central Única dos Trabalhadores da Bahia Cedro Silva que afirma ser um dos pontos que é o estopim que levará mais e mais pessoas as ruas. “Em defesa do direito à aposentadoria para todos”, dialoga Cedro, que em cima do trio elétrico chama a cidade para vim para as ruas contra o governo golpista de Michel Temer.

Cedro disse que a CUT vai fortalecer todo e qualquer ato em todo o Estado da Bahia, que deseje derrubar essa reforma da Previdência e Trabalhista. “A CUT não reconhece este governo e não negociamos com ele, não vamos discutir Previdência algo que o povo conquistou é direito”.

Tramita na Câmara Federal sob o título de PEC 287 a Proposta de Emenda à Constituição que visa alterar as regras de aposentadoria no brasil. A Reforma da Previdência é o mal para o país, principalmente com uma ameaça à aposentadoria da população do campo.

Segundo a secretária executiva da CUT Nacional e diretora da Federação da Agricultura Familiar da Bahia Elisangela Araujo, as novas regras inviabiliza que a população rural acesse o direito à aposentadoria.

Pelas as novas regras que podem ser estabelecidas pela PEC 287, o trabalhador e a trabalhadora rural só poderão se aposentar com idade mínima de 65 anos. E mesmo com 60 e 55 anos, esses trabalhadores rurais só conseguirão aposentadoria se contribuírem mensalmente com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por 25 anos. Mas caso queiram recebem a aposentadoria no valor integral terão que contribuir por 49 anos.

“Não pode ser assim. O trabalhador urbano tem salário, mas a renda do trabalhador rural depende da produção. Olhe para o Nordeste, que enfrenta uma seca há 2 anos. Como é que pagaremos ao INSS todo mês?”, pergunta Elisangela, no ATO que reuniu 10 mil pessoas na cidade de Serrinha, na Bahia.

“Além disso a reforma da previdência é uma proposta mentirosa, que se ancora num suposto déficit da previdência que na prática não existe. Eles querem fazer ‘terrorismo’, afirmando que aposentados ficarão sem receber”, completa.  O Secretário de Finança da CUTBAHIA Alfredo Junior, que participou dos ATOS na região do Iguatemi, pela manhã e no final da tarde, no Campo Grande.

Segundo dados do DIEESE, a Previdência Social é superavitária, ao contrário do que diz o Governo Federal, que propôs a Reforma da Previdência para solucionar um suposto “rombo”.

Essa quarta-feira, 15 de março de 2017, ficou marcado nos livros de história, como início da maior transformação social do Brasil, onde homens e mulheres se uniram para não perder nenhum dos seus direitos.

Na Bahia, 397 cidades realizaram algum ato, manifestação, passeata, debate ou panfletagem contra a Reforma da Previdência.

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