CUT Bahia participa do dia nacional contra a reforma da Previdência com paralisações e protestos

"O povo volta as ruas contra Michel Temer", clama movimento sindical.
"O povo volta as ruas contra Michel Temer", clama movimento sindical.
"O povo volta as ruas contra Michel Temer", clama movimento sindical.
“O povo volta as ruas contra Michel Temer”, clama movimento sindical.

Nesta quarta-feira (15/03/2016), a Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo e as Centrais Sindicais vão parar a Bahia, em especial, a capital Salvador, com greves e manifestações por toda a capital e interior em conjunto com diversas categorias – que vão desde o transporte até a construção pesada, em diferentes cidades baianas. Nestes últimos dias, o chamado “Dia Nacional de Luta Contra A Reforma da Previdência”, começou a ganhar corpo com a confirmação das categorias.

Aposentadoria apenas aos 65 anos, extinção do direito a férias, décimo terceiro e descanso remunerado, além do direito ao valor integral do benefício apenas com contribuição acima de 49 anos. São propostas que estão em curso na Câmara dos Deputados e consagram a PEC 287, como a maior e mais letal arma contra os direitos trabalhistas dos últimos anos.

O texto da PEC 287, encaminhado ao Congresso Nacional pelo governo Temer em dezembro do ano passado é considerado por lideranças sindicais como um “desmonte” de todo o sistema previdenciário no país e propõe acabar com diretos adquiridos de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros.

É diante deste cenário que movimentos populares e entidades sindicais de todo o Brasil realizarão de forma simultânea, em todos os estados, na próxima quarta-feira, dia 15 de março, protestos e ações de conscientização para alertar a sociedade sobre o que significa a reforma da Previdência para os trabalhadores brasileiros.

Apesar de ser um tema polêmico e ter ganhado destaque nas mesas de debates de centrais sindicais, universidades, escolas e praças nos últimos meses, de acordo com lideranças sindicais, ainda é muito tímido o entendimento sobre a devastação e retrocesso que permeiam a vida das pessoas caso a reforma passe na Câmara e Senado. A imprensa, que ainda não abraçou a causa 100%, precisa divulgar de fato o verdadeiro caos social, que se transforará o Brasil, com essa reforma previdenciária e trabalhista.

O dia nacional de luta terá participação da Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUTBahia) e outras centrais por toda a Bahia. Os movimentos dos trabalhadores da agricultura familiar e economia solidária, os mais afetados com a reforma da Previdência, estão convocando a todos e todas para fecharem Br, Ba e avenidas importantes de diversas cidades pela Bahia.

A inclusão dos trabalhadores e trabalhadoras rurais na Previdência Social a partir da Constituição de 1988, representou uma profunda transformação no padrão de proteção social brasileiro, beneficiando diretamente as mulheres que vivem e trabalham no campo. Desempenhando uma tripla jornada de trabalho que envolve a manutenção da casa, do espaço rural em torno da casa e também da produção que gera renda para a família. Essa foi a razão de que a aposentadoria das trabalhadoras rurais foi fixada em 55 anos de idade.

A reforma da Previdência, proposta pelo atual governo golpista Michel Temer, acaba com essa regra, estabelecendo a idade mínima de 65 anos, com tempo mínimo de contribuição.

De acordo com Secretária Executiva da CUTNacional e Secretária de Comunicação da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar da Bahia, Elisangela Araujo, não vamos descansar nem o campo, nem a cidade. “Estamos lutando por todos, em especial, o homem e a mulher do campo, aqui somos um só e vamos defender nossa previdência social, assim como, queremos Diretas Já, para provar o quanto o Brasil precisa avançar e, para isso, só com políticas sociais e educacionais. Todo país só evoluirá com dois principais pilares saúde e educação”, comenta Elisangela.

Na cidade de Salvador, a Central Única dos Trabalhadores da Bahia realiza uma serie de atividades para convocar toda a população à para no dia 15 de Março, no Dia Nacional de Mobilização Contra a Reforma da Previdência. Segundo, o Presidente da Central Cedro Silva, a paralisação das atividades estão sendo votadas em assembleias em comum acordo com toda a classe, que após a declaração do DIEESE, acordaram para o desmonte que o governo golpista do Michel Temer, quer fazer na vida do trabalhador.

O Dia Nacional de Paralisação Contra Reforma da Previdência se torna mais real a cada segundo, com as novas confirmações das classes trabalhadoras apoiando o ato.

“O diálogo frequente com os sindicatos e as bases têm sido importante para essa construção uniforme do Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência Social. Dia 15 de março, todos nós, trabalhadores e trabalhadoras, temos que estar nas ruas, dando um recado para esse governo golpista, dizendo que não vamos aceitar a reforma nem negociar, além de não tolerar que mexam em nossos direitos”, convocou o presidente da CUTBAHIA Cedro Silva.

“Estamos em mobilização permanente desde o dia em que a proposta da reforma da Previdência foi anunciada. O nosso papel é informar, conscientizar e promover a mobilização necessária nos sindicatos e em todos os espaços públicos sobre a necessidade de concentração de esforços para inibir esse efeito maléfico que ronda a vida das pessoas caso a reforma seja aprovada”, Cedro Silva, presidente da CUT Bahia.

O ATO Contra a Reforma da Previdência visa reafirmar a defesa dos direitos trabalhistas e marcar posição contra as reformas em tramitação pelo governo golpista. “Não vamos recuar. Na base, as adesões estão crescendo e estamos felizes, por perceber que o povo acordou. Serão diversos atos pela Bahia, isso mostra a força do povo é a democracia”, comemorou a Secretária de Comunicação da CUTBA Lucivaldina Brito, que ressaltou “os veículos de comunicação, assim como, os jornalistas vão ser afetados com a reforma e precisam aderir ao ATO para defender os seus direitos”.

Luciola Semiao, Secretária de Mulheres da CUTBA, acredita que a ideia desse ato ganhou forma, com as diversas manifestações pela Bahia, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. “Nesse dia 15, vamos intensificar os debates sobre os desmandos desse governo, falar sobre os direitos que estamos perdendo e os ataques que já estamos sofrendo indiretamente. Pela manhã, às 7 horas, na porta do Shopping Iguatemi (Shopping da Bahia) e às 15 horas, Campo Grande”, comentou Luciola.

As expectativas são de dois atos grandes na capital, com o envolvimento de diversos setores.

Diversas cidades do interior estão confirmando algum ato. Dos 17 territórios baianos, em todos terão: atos, passeadas, caminhadas, fechamento de Br e Ba, atos públicos em repartições federais, estaduais e municipais, escolas em toda a Bahia não haverá aula e além de setores da saúde.

*Com informações da CUT Bahia.

Redação do Jornal Grande Bahia
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