Conhecido como príncipe do ‘Golpe’, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso desenvolve novo conceito para os corruptos do PSDB; caixa dois é uma coisa, corrupção, outra

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Senador Aécio Neves, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e senador Antonio Anastasia comungam identidade partidária, apoio ao ‘Golpe Parlamentar’ com a usurpação da República e defesa amoral de atos de corruptos.
Senador Aécio Neves, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e senador Antonio Anastasia comungam identidade partidária, apoio ao ‘Golpe Parlamentar’ com a usurpação da República e defesa amoral de atos de corruptos.
Senador Aécio Neves, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e senador Antonio Anastasia comungam identidade partidária, apoio ao ‘Golpe Parlamentar’ com a usurpação da República e defesa amoral de atos de corruptos.
Senador Aécio Neves, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e senador Antonio Anastasia comungam identidade partidária, apoio ao ‘Golpe Parlamentar’ com a usurpação da República e defesa amoral de atos de corruptos.
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é aplaudido pelos senadores Aécio Neves, Renan Calheiros e Romero Jucá. Imagem icônica dos protagonistas das usurpação e citados na Lava Jato.
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é aplaudido pelos senadores Aécio Neves, Renan Calheiros e Romero Jucá. Imagem icônica dos protagonistas das usurpação e citados na Lava Jato.

O ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso (FHC), divulgou nesta sexta-feira (03/03/2017) uma nota oficial em que sai em defesa do atual presidente do partido, senador Aécio Neves (MG). FHC disse lamentar que haja uma estratégia usada por adversários da legenda de difundir “notícias alternativas” de modo a confundir a opinião pública. Na declaração, o ex-presidente afirma que delações premiadas não são provas e pede que haja distinção entre caixa dois e corrupção.

O ex-presidente diz que parte do noticiário do dia sobre os depoimentos de executivos da Odebrecht “serve de alerta”. Segundo ele, ao invés de se dar ênfase à afirmação de Marcelo Odebrecht de que doações à campanha presidencial de Aécio em 2014 foram feitas oficialmente, publicou-se a partir de outro depoimento que o senador teria pedido doações de caixa dois para aliados.

“O senador não fez tal pedido. O depoente não fez tal declaração em seu depoimento ao TSE”, diz o tucano. “É preciso serenidade e respeito à verdade nessa hora difícil que o país atravessa”, completa.

A declaração mencionada por FHC foi dada pelo ex-presidente da Construtora Odebrecht e delator da Lava Jato Benedicto Barbosa Júnior, em depoimento na ação contra a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Segundo Barbosa Júnior, o senador mineiro solicitou R$ 9 milhões através de caixa dois, divididos pela empreiteira entre a campanha presidencial e às campanhas do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), do deputado federal Dimas Fabiano (PP-MG) e do candidato derrotado ao governo de Minas Gerais Pimenta da Veiga (PSDB).

“Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção”, avalia Fernando Henrique Cardoso.

Para o ex-presidente, divulgações “apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais”. “A palavra de um delator não é prova em si, apenas um indício que requer comprovação. É preciso que a Justiça continue a fazer seu trabalho, que o país possa crer na eficácia da lei e que continue funcionando”, ponderou.

O Golpe, o príncipe e a corrupção

O ex-presidente FHC é reconhecido como o príncipe, em alusão à obra de Maquiavel e em decorrência de ser apontado como o mentor intelectual do ‘Golpe Parlamentar de 2016’, cujo resultado foi a usurpação da República por decanos corruptos do Congresso Nacional, em conluio com a mídia golpista, e o capital rentista reacionário.

Observa-se que além de concluir a trajetória de vida defendo posições reacionárias e o rompimento com a ordem democrático, o ex-presidente parece aprofundar a perda da noção de valor ético e conduta moral ao defender o indefensável, ou seja, o recebimento de milhões de reais não contabilizados, oriundos de relações espúrias entre capitalistas e prepostos do PSDB, notadamente, nos governos de São Paulo e Minas Gerais.

Cabeira ao príncipe do ‘Golpe Parlamentar’ o silêncio, mas, como boquirroto, acrescenta declarações de defasa aos atos de corrupção dos aliados de sempre. Onde lhe caberia o silêncio, Fernando Henrique Cardoso vocifera inverdades, manipula a realidade e ilude apenas a si próprio.

Com o tempo, as verdades são reveladas através da materialidade fática, transcritas em narrativas nas páginas da história, e os déspotas são desnudos nas tiranias e no vilipêndio praticado.

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É preciso serenidade e respeito à verdade | Por Fernando Henrique Cardoso

*Com informações da Revista Veja.

Sobre Carlos Augusto 9670 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).