Cabaceiras do Paraguaçu: Talento, criatividade e emoção na 6ª edição do Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves

Heloísa Santos, segundo lugar infantil.

Heloísa Santos, segundo lugar infantil.

Crianças, jovens e adultos participaram da 16ª edição do Festival de Declamação de Poemas de Antônio de Castro Alves e do 3º Festival Infantil de Declamação de Poemas de Castro Alves realizados na tarde do sábado (11/03/2017) no Parque Histórico Castro Alves (PHCA), localizado na Fazenda Cabaceiras (no município de Cabaceiras do Paraguaçu) local onde nasceu o poeta. Os festivais fazem parte das festividades pelos 170 Anos de Aniversário de Nascimento do Poeta Castro Alves, a ser comemorado em 14 de março. Nesta data, a programação retoma com as premiações dos concursos (quando os cinco primeiros colocados de cada categoria se apresentam novamente), abertura da exposição ‘Imagens dos Vaqueiros da Bahia’, feirinha com artesanato e comida local e atrações diversas (veja programação completa abaixo).

Na categoria infantil, a vencedora foi Ingrid Amorim de Albergaria, 12 anos. A candidata, que declamou “As Três Irmãs do Poeta”, usou um vestido feito de jornal criado por ela, pela mãe (Neide) e pelo irmão (o candidato vencedor do 3º lugar da categoria adulto, Vinícius Amorim de Albergaria, 18). “Este festival, e toda a preparação para ele, é uma forma de reviver o passado e a nossa história. Além disso, através dos poemas, vivemos os personagens e expressamos os sentimentos”, declarou Vinícius que participou pela segunda vez do festival. “Tudo isso nos faz relembrar de Castro Alves e de toda a sua importância”, completou Ingrid que já participou outras duas vezes.

Entre os adultos, um veterano conquistou o primeiro lugar, Jansen Nascimento, 43 anos, que declamou “O Navio Negreiro”. Ele, que vive de arte na rua e já participou outras quatro vezes do evento, acredita que este festival é um dos únicos e, com certeza, o mais tradicional na manutenção da arte de declamação de poemas de Castro Alves. Vencedores do segundo lugar com o poema “O Vôo do Gênio”, Juliana Monique, 26, e Cláudio Nyack, 34 anos, concordam com Jansen e esperam poder contribuir para que a tradição permaneça. “Estou à frente de um núcleo de arte para jovens em Mata Escura – Salvador – e ano que vem pretendo trazê-los para este festival”, informou Cláudio.

Os vencedores, na categoria infantil foram: Ingrid Amorim de Albergaria (primeiro lugar com o poema “As Três Irmãs do Poeta”); Heloísa Santos (segundo lugar com o poema “O Hóspede”); Maria Tereza da Paz (terceiro lugar com o poema “Maria”); Felícia de Sales (quarto lugar com o poema “Fé, Esperança e Caridade”) e Vinícius de Sales Passos (quinto lugar com o poema “O Povo ao Poder”). Na categoria adulto, os vencedores foram: Jansen Flávio Nascimento (primeiro lugar com o poema “O Navio Negreiro”); Juliana Monique com participação de Cláudio Nyack (segundo lugar com o poema “O Vôo do Gênio”); Vinícius Amorim de Albergaria (terceiro lugar com o poema “O Livro e a América”); Carlos Alberto Lima Silva (quarto lugar com o poema “Estrofes do Solitário”); e Gilvana Dias Cerqueira (quinto lugar com o poema “O Coração”). No total foram 34 participantes.

No festival, os jurados analisaram: originalidade (criatividade utilizada para a apresentação do poema), dicção (clareza das palavras pronunciadas na declamação), fluência verbal (correção e a pronúncia das palavras) e fidelidade ao texto (exatidão e o respeito a todos os versos e palavras do poema). Os jurados foram: Eliene Diniz (socióloga e funcionária da Diretoria de Museus), Eliete Teixeira (PHCA), Eliete Teles (professora de teatro), Lorena Santana (bibliotecária e funcionária da Diretoria de Museus), Reiny Oliveira (PHCA), Rubenval Meneses (professor e diretor teatral) e Vanina Cruz (psicóloga e escritora).

O evento – uma iniciativa da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC) – já é tradição na cidade e reúne pessoas de diversas regiões e de todas as idades que prestam homenagem ao grande poeta baiano, autor de Espumas Flutuantes, Vozes D’África e O Navio Negreiro. A diretora da DIMUS, Fátima Santos, explica que o festival foi criado para homenagear o poeta Castro Alves e incentivar a juventude a usar a poesia para manifestar seus sentimentos. “Os poemas do grande poeta expressam o seu romantismo, o seu amor à pátria, além do intenso sentimento libertário”, acrescenta.

A coordenadora do PHCA, Diogenisa Oliva acrescenta que, além de toda a programação especial, o público pode aproveitar para conhecer o museu que conta a história de Castro Alves e que vem realizando atividades em sintonia com os ideais do poeta. “O público pode usufruir dos projetos socioeducativos permanentes do Parque e ainda de projetos, como uma típica casa de farinha nordestina que foi construída no local e agora da nova exposição de vaqueiros, que dialogam com este ideal e de valorização da comunidade”, explica.

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