A cruz do povo brasileiro

Presidente Michel Temer acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, na cerimônia de comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto. Discuso misógino do presidente Temer é criticado.
Presidente Michel Temer acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, na cerimônia de comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto. Discuso misógino do presidente Temer é criticado.
Presidente Michel Temer acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, na cerimônia de comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto. Discuso misógino do presidente Temer é criticado.
Presidente Michel Temer acompanhado da primeira-dama, Marcela Temer, na cerimônia de comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, no Palácio do Planalto. Discuso misógino do presidente Temer é criticado.

No início do primeiro milênio da Era Cristã, o castigo para aqueles que não obedeciam aos ditames de Roma – que tinha Israel sob seu jugo – com tortura e crucificação, seus corpos desfalecidos eram jogados aos animais ferozes, aos corvos e urubus.

No Brasil contemporâneo, as ocorrências não são muito diferentes destas e das atrocidades da época de Jesus Cristo.

A cruz e o flagelo que foi imposto ao nosso Irmão Maior pelo traidor e covarde Pilatos – pior do que Judas – estão sendo estabelecidos pelo Pilatos brasileiro do século XXI; Michel Temer, o traíra do povo brasileiro, principalmente dos negros, pobres e jovens que estão iniciando a vida profissional.

Jesus Cristo foi de encontro aos interesses de Caifás, Sumo Sacerdote que estava profanando o Templo de Jerusalém, transformando-o em um centro comercial. Lá, negociavam-se todo tipo de transações como também cambiavam moedas. Ao proibir a comercialização no Templo, Jesus trouxe prejuízos financeiros não só para Caifás, como para Anás, sogro do Sumo Sacerdote, e seus quatro filhos que trabalhavam no Templo e viviam dos negócios escusos do Templo.

Com a reforma da Previdência, um sistema injusto está sendo imposto atualmente à sociedade brasileira. Os índices de desemprego crescendo assustadoramente; subtração de direitos sociais; falta de investimentos na educação e na saúde; isto é, uma austeridade insana, mas só para os mais desvalidos. O golpe mergulhou o País na maior recessão da sua história!

Os golpistas brasileiros, aproveitando o analfabetismo político da população, fizeram com que esta acreditasse que só o Impeachment da Presidente Dilma Rousseff poderia a economia brasileira voltar a crescer. E deu no que deu, ou seja: uma retração histórica da economia brasileira, com o PIB recuando 3,6% em 2016. Recessão só vista antes em 1930 e 1931.

Como se não bastasse esta guerra de absurdos, o mordomo-golpista Temer, em solenidade no Palácio do Planalto, em comemoração ao dia internacional das mulheres, teve a cara de pau de pronunciar a seguinte frase: “as mulheres servem para fiscalizar os preços nos supermercados”. Esta vai para as belas, recatadas e do lar que faziam panelaços. Com certeza foram verificar os preços das panelas.

Jesus Cristo foi crucificado uma vez. O povo brasileiro é crucificado todos os dias pelos desmandos deste Pilatos fajuto, golpista e corrupto. Não tomem como surpresa se ele, e o Caifás Jucá, derem entrada em um projeto revogando a “Lei Áurea”, afinal de contas, o início foi dado com a reforma das leis trabalhistas. Conforme noticia o site http://alertasocial.com.br/ : “tão logo acabe a folia popular, o projeto de lei que libera a terceirização irrestrita de trabalhadores pelas empresas vai ser levado à votação”.

Caifás, Pilatos e Judas (que devem estar morrendo de inveja do golpista), nunca deixaram de existir neste País “gigante pela própria natureza, mas que dorme eternamente em berço esplêndido”!

Sobre Alberto Peixoto 488 Artigos
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Dúvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozóide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua como incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: reyapeixoto@yahoo.com.br.