Sessão na ALBA lembra conquistas do Esporte Clube Bahia

Proponente da homenagem, o comunista Bobô foi um dos principais personagens da campanha que levou o Esquadrão ao título brasileiro de 1988.
Proponente da homenagem, o comunista Bobô foi um dos principais personagens da campanha que levou o Esquadrão ao título brasileiro de 1988.

O aniversário da conquista do bicampeonato brasileiro pelo Bahia e o centésimo ano do nascimento de Adroaldo Ribeiro Costa foram comemorados ontem na Assembleia Legislativa da Bahia, em sessão especial proposta pelo deputado Bobô (PC do B). Uma plêiade de ex-jogadores que atuaram em 1988, incluindo o próprio Bobô, dirigentes e ex-dirigentes do clube, representantes dos três poderes, todos representando o maior patrimônio do clube: a lendária torcida tricolor, que se tornou patrimônio cultural e imaterial do estado, por força da Lei 13.599/16, de autoria do deputado comunista.

“O 19 de fevereiro é uma data memorável”, disse Bobô no primeiro pronunciamento da tarde. “Ter participado desse momento especial para o clube e para a nação tricolor é motivo de muito orgulho, pois colocou definitivamente jogadores, comissão técnica, dirigentes e funcionários da época no coração e na história”, disse.

Naquele ano, o Bahia não foi campeão apenas nas quatro linhas. Como o deputado comunista lembrou, a torcida teve também o seu quinhão de glória ao garantir a maior renda da competição e a segunda maior média de público do ano. “O templo da Fonte Nova recebeu mais de 110 mil torcedores, a maior plateia ali registrada”, disse, lembrando de uma época em que o números de torcedores nos estádios brasileiros passava da centena de milhar.

“É mais um momento para reverenciar cada jogador que deu sua vida nas partidas finais”, disse, citando  Sidmar e Rogério;  Tarantini, Mailson e Edinho Jacaré, João Marcelo, Claudir, Pereira e Newmar; Gil, Sales, Renato, Osmar, Charles, Marquinhos, Paulo Robson e Ricardo, Ronaldo, Paulo Rodrigues, Zé Carlos, Dico e Sandro. Os últimos cinco marcaram presença em plenário e Bobô lamentou a ausência de Mailson, por problemas de saúde.

O parlamentar dedicou palavras especiais a todos, mas ressaltou o papel de Ronaldo e suas defesas importantes e Zé Carlos, artilheiro do certame. Ele também destacou o papel do técnico Evaristo de Macedo e do então presidente, Paulo Maracajá. Craques de outros tempos também marcaram presença e também foram citados, a exemplo de Eliseu Godoy, Douglas, Osni e Emo.

O HINO

Uma das marcas do Bahia é o hino, classificado por Bobô como o mais belo hino do Brasil e talvez do mundo. Composto por Adroaldo Ribeiro Costa, aos 29 anos, em meados da década de 40, o hino foi imaginado para entusiasmar a pequena torcida que ia ao Campo da Graça e se concentrava no Lado B. Quem lembrou dos primórdios do hino histórico foi Aramis, o sobrinho de Adroaldo.  Durante a tarde de ontem vários foram os pronunciamentos. Falaram o atual presidente do Bahia, Marcelo Sant’Ana, e o conselheiro TCE Paulo Maracajá, presidente do Bahia na ocasião da conquista. Outro tricolor de coração, o secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Cássio Peixoto. Todos foram condecorados com placas honoríficas, totalizando 21 homenagens, incluindo ausentes, como o ex-zagueiro João Marcelo, representado pela cunhada, a desembargadora Maria de Lourdes Medauar; Gil Sergipano (recebeu a filha Mariana) e o médico Marcos Lopes, que sugeriu a instituição da torcida como patrimônio cultural e imaterial.

Redação do Jornal Grande Bahia
Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 108072 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]