Salvador: Grupo Nariz de Cogumelo realiza exposição com imagens da vivência do grupo em aldeias indígenas

Projeto ‘Nossas Aldeias’ do grupo Nariz de Cogumelo é apresentado na Aldeia Pankararu, Pernambuco, Brasil.
Projeto ‘Nossas Aldeias’ do grupo Nariz de Cogumelo é apresentado na Aldeia Pankararu, Pernambuco, Brasil.
Projeto ‘Nossas Aldeias’ do grupo Nariz de Cogumelo é apresentado na Aldeia Pankararu, Pernambuco, Brasil.
Projeto ‘Nossas Aldeias’ do grupo Nariz de Cogumelo é apresentado na Aldeia Pankararu, Pernambuco, Brasil.

O que será que acontece quando um grupo formado por quatro palhaças e dois músicos resolve visitar uma aldeia indígena? E quando resolve visitar três aldeias, numa imersão de uma semana inteira, num intenso e rico processo de trocas, intercâmbios e aprendizados? Pois, o grupo baiano Nariz de Cogumelo – grupo de palhaçaria e arte de rua – revela e compartilha parte dessa experiência na exposição “Nas Aldeias Com Os Cogumelos”, com abertura confirmada para o dia 04 de março de 2017, sábado, das 16h às 20h, no espaço Tropos (Rio Vermelho, Salvador). A mostra composta por uma série de fotografias e vídeos fica em cartaz até 31 de março, sempre de segunda a sexta, das 14h às 20h. A entrada é gratuita.

A mostra expositiva do Nariz de Cogumelo integra o projeto “Nossas Aldeias”, contemplado no Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo 2015, que propôs a circulação do grupo por três aldeias indígenas do Nordeste brasileiro: Kariri-Xocó (AL), Pankararu e Fulni-ô (PE). A circulação foi marcada por três etapas, cada uma correspondente a uma das aldeias, com apresentações dos espetáculos “É Das Palhaças Que Eles Gostam Mais”, “A Maré Do Amor Sem Fim” e “Clássicos de Palhaço”, além da realização da oficina “Jogos de Palhaço” para as crianças locais de cada uma destas comunidades.

Durante o processo, o Nariz esteve acompanhado pelos profissionais Rafael Martins (fotografias) e Victor Marinho (fotografias e vídeos) que fizeram um detalhado registro com imagens das 10 apresentações e 04 oficinas, dos bastidores destas atividades e do intenso convívio do grupo que esteve por uma semana em cada uma das aldeias, se hospedando, realizando suas ações e interagindo com a comunidade 24 horas por dia. O projeto atingiu um público total de cerca de 2.500 indígenas, entre crianças, jovens, adultos e idosos.

Na Kariri-xocó, no estado de Alagoas, primeira aldeia que visitaram, o grupo foi recebido por um pequeno e improvisado toré (dança ritual sagrada) de crianças. Em Pernambuco, na Pankararu presenciaram a tradição “Menino do Rancho” e na Fulni-ô aprenderam sobre o Yatê (idioma nativo do povo Fulni-ô) e conheceram o território do Ouricuri, para onde esta comunidade realiza seu retiro espiritual permanecendo neste local por um período de três meses todos os anos. Toda essa diversidade imagética e essa rica experiência podem ser conferidas nas dezenas de imagens e vídeos que compõem a exposição que entra em cartaz no dia 04 de março em Salvador.

Rafael Martins – fotógrafo, nascido na Bahia, mas atualmente vive em Recife. Seu trabalho autoral investiga a sedimentação do tempo na imagem. Memória; raízes; afeto, perdas e permanências são temas presentes em seus ensaios. “Caixa Preta” foi sua primeira exposição individual, em 2011, seguida de “Vagalumes”, exibida em 2013 e 2014. Suas fotos já foram expostas em mostras individuais e coletivas por cidades do Brasil e do Equador. Colaborou para o Jornal Correio*, Folha de São Paulo, Grupo Abril, BBC Brasil e atualmente colabora para o periódico Diário de Pernambuco. Rafael venceu prêmios como o concurso promovido pela ONU sobre mudanças climáticas na América Latina, em 2013, e a etapa Bahia do Prêmio SEBRAE de Fotojornalismo, em 2014. Para conferir mais do seu trabalho, acesse: http://www.fotografianoturna.com.br/

Victor Marinho – Diretor e cinematógrafo. Como diretor de fotografia, já assinou filmes como os curtas “Mudança” e “Máquina de Lavar”, além do longa ítalo-brasileiro “Contracorrente”, gravado entre as cidades de Salvador e Gênova,  na Itália. Já dirigiu mais de 20 clipes para artistas como Banda Eva, Filhos de Jorge, Maglore, Tabuleiro Musiquim, Ju Moraes, além de DVDs e registros musicais para dezenas de outros artistas. Possui trabalhos distribuídos pela Universal Music e Sony Music. Em 2016, lançou o curta “Illud Tempus”, que revela a experiência da viagem que ele fez pela Índia na época do Holi, Festival das Cores, que celebra a chegada da Primavera no país. A obra foi selecionada para integrar a programação de festivais como o Atlanta Underground Film Festival, o WIPE Amateur Film Festival e o Panorama Internacional Coisa de Cinema.

Nariz de Cogumelo – O grupo nasceu em novembro de 2006 com o intuito de pesquisar a arte do palhaço. Em 2008, eles decidiram aventurar-se no campo da arte de rua, levando para a praça pública números tradicionais de palhaço e circo. A partir disto, passou a desenvolver releituras particulares de cenas clássicas e números próprios, que resultaram em quatro espetáculos para rua e dois para Cabarés. O grupo já se apresentou em festivais de circo e teatro em cidades do Brasil, Argentina e Portugal.

Agenda

Registros do projeto “Nossas aldeias” do grupo Nariz de Cogumelo

Local: Tropos Co. (Rua Ilhéus, 214, Rio Vermelho)

Abertura: 04 de março (sábado), das 16h às 20h.

Programação da abertura

– 16h às 20h: Visitação das fotos e vídeos de Rafael Martins e Victor Marinho

– 18h: Apresentação do espetáculo “É Das Palhaças Que eles Gostam mais”, com o grupo Nariz de Cogumelo

– 19h: Estreia do curta documentário “Vamos Abrir a Roda”, dirigido por Victor Marinho, seguido de bate-papo com o diretor, além do fotógrafo Rafael Martins, a produtora do projeto, Marina Maia, e integrantes do Nariz de Cogumelo.

Período de visitação: 04 a 31 de março, sempre segunda a sexta, das 14h às 20h.

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