Pesquisa estuda impacto da tríplice epidemia na saúde da população feirense

Feira de Santana tem sido fonte para o desenvolvimento de pesquisa com relação a tríplice epidemia – dengue, chikungunya e zika vírus – causada por um arbovírus.
Feira de Santana tem sido fonte para o desenvolvimento de pesquisa com relação a tríplice epidemia – dengue, chikungunya e zika vírus – causada por um arbovírus.
Feira de Santana tem sido fonte para o desenvolvimento de pesquisa com relação a tríplice epidemia – dengue, chikungunya e zika vírus – causada por um arbovírus.
Feira de Santana tem sido fonte para o desenvolvimento de pesquisa com relação a tríplice epidemia – dengue, chikungunya e zika vírus – causada por um arbovírus.

Feira de Santana tem sido fonte para o desenvolvimento de pesquisa com relação a tríplice epidemia – dengue, chikungunya e zika vírus – causada por um arbovírus. Os trabalhos, que foram iniciados em novembro passado no conjunto George Américo, estão concentrados em trinta áreas distribuídas na malha urbana.

Incluem os bairros Novo Horizonte, Baraúnas, Campo Limpo, Conceição, Parque Ipê, Asa Branca, Irmã Dulce, Sobradinho, além do George Américo, onde foi identificado que mais de 50% dos moradores foram infectados pelo vírus da chikungunya, sendo que destes, 36% tiveram a doença.

“Esta é uma pesquisa ampla com o objetivo de estudar no tempo (modo longitudinal) o impacto que estas doenças estão causando na saúde da população de Feira. As informações poderão ser úteis para outras cidades que também apresentam a tríplice epidemia”, explica a sanitarista e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Glória Teixeira.

Ela, que também é membro do Comitê Nacional de Controle da Dengue, veio ao município nesta quinta-feira, 15, acompanhar as informações já coletadas através de entrevistas. Ao recordar as primeiras pesquisas desenvolvidas sobre a chikungunya, a pesquisadora afirma que a entrada de um vírus num país com muitos centros urbanos pode se dar simultaneamente em espaços diferentes.

“Naquela época, ao interpretarmos os dados, analisamos que o genótipo do vírus da chikungunya que chegou a Feira de Santana era diferente do que estava circulando na América e que havia chegado no Oiapoque. Com isso, estamos sob o risco de novos patógenos o tempo inteiro”.

A sanitarista destaca ainda que a tríplice epidemia começou no Brasil. “Nunca houve situação no mundo de três arbovírus circulando simultaneamente em espaços urbanos. Os primeiros casos foram registrados no Brasil, nas cidades de Recife, Salvador, Camaçari e Feira de Santana”, recorda acrescentando que “não há ainda um mecanismo capaz de impedir a circulação do vetor.  Por isso, as vacinas são extremamente necessárias”.

A pesquisa é um trabalho conjunto entre a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Vigilância Epidemiológica, professores da Universidade Estadual de Feira de Santana e da Ufba. Tem financiamento dos ministérios da Saúde e Educação.

Caminhoneiros são informados sobre prevenção da tríplice epidemia e imunizados contra febre amarela

O caminhoneiro Nivaldo dos Santos, que transporta uma carga do Rio de Janeiro para Alagoinhas, disse que pela primeira vez participou de uma atividade informativa nas estradas. “São informações que a gente leva para a nossa casa e passa para a família”, afirmou o profissional, com mais de 30 anos de estrada e que reside em Entre Rios.

Ele e outros colegas de profissão assistiram, na manhã desta quinta-feira, 16, a palestras sobre prevenções da tríplice epidemia – dengue, zica e chikungunya, na Blitz da Saúde, promovida pela Secretaria de Saúde, de direção defensiva, por parte da Polícia Rodoviária Federal.

A blitz aconteceu no posto da PRF localizado na BR 116-Sul. Além das informações relativas às doenças, os caminhoneiros receberam doses das vacinas contra febre amarela – pois muitos deles passam por áreas onde há incidência da doença, e a tríplice viral, que imuniza contra rubéola, sarampo e caxumba.

Nos dois dias de blitz, mais de 130 caminhoneiros foram vacinados contra a febre amarela e outros receberam a tríplice viral. Folhetos com informações sobre as doenças foram distribuídos.  Péricles Silva, da PRF, disse aos motoristas que eles devem estar atentos as medidas de segurança para que não se envolvam em acidentes. Mostrou em vídeo algumas situações que o bom senso evita que colisões aconteçam. Foi a PRF quem convidou os profissionais para que assistissem as palestras.

Nesta sexta-feira, 17, o grupo vai voltar ao posto da PRF na 116-Sul. E nos dias 20 e 21, desenvolverão suas atividades no Ponto de Apoio da Itapemirim, na BR 324-Sul; dias 23 e 24, no Ponto de Apoio da Gontijo, na BR 324-Norte. Nos dias 2 e 3 de março, no Terminal Rodoviário, dias 5, 12, 19 e 26 vai estar no Aeroporto João Durval Carneiro e de 6 a 9, no Centro de Abastecimento.

Redação do Jornal Grande Bahia
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