Minha querida Força Aérea | Por Baltazar Miranda Saraiva

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Esquadrilha da Fumaça sobre o Rio de Janeiro.
Esquadrilha da Fumaça sobre o Rio de Janeiro.
Primeiro Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, durante passagem de ministério, em 27 de janeiro de 1941.
Primeiro Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, durante passagem de ministério, em 27 de janeiro de 1941.
Na primeira imagem, realizada em maio de 194, em solo italiano, pilotos brasileiros, membros do 1º Grupo de Aviação de Caça (GAVCA). Na segunda imagem, realizada em março de 2013, membros do GAVCA prestam homenagem durante a comemoração do ‘Dia da Aviação de Caça’, no Brasil.
Na primeira imagem, realizada em maio de 1945, em solo italiano, pilotos brasileiros, membros do 1º Grupo de Aviação de Caça (GAVCA). Na segunda imagem, realizada em março de 2013, membros do GAVCA prestam homenagem durante a comemoração do ‘Dia da Aviação de Caça’, no Brasil.
Esquadrão Gavião, durante sobrevoo sobre a ponte Newton Navarro (Ponte da Redinha) em Natal, Rio Grande do Norte.
Esquadrão Gavião, durante sobrevoo sobre a ponte Newton Navarro (Ponte da Redinha) em Natal, Rio Grande do Norte.

Antes de prestar minhas homenagens à Força Aérea Brasileira, popularmente conhecida como FAB, gostaria de registrar que antes de seguir a carreira de magistrado, imaginei ingressar na Aeronáutica, naturalmente sonhando, como todos os aviadores dessa gloriosa Arma, voar sob os céus do Brasil.

Se não consegui como aviador, realizei como passageiro quando, aos 18 anos, deixei minha querida cidade de Bertolínia, no Piauí, onde nasci, e, de Floriano, embarquei para São Paulo em um dos aviões do saudoso Correio Aéreo Nacional- CAN.

Apesar de ter uma história antiga, essa gloriosa Força só foi nacionalmente reconhecida em 1941, no governo Getúlio Vargas, quando foi criado o Ministério da Aeronáutica, com apenas 430 aviões. Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil adquiriu os Gloster Meteor, avião de caça de fabricação inglesa com o qual deu início seus voos como Força Aérea.

Segundo os historiadores, a FAB nasceu antes dos seus aviões. Sua origem se deu com o desenvolvimento da navegação aérea militar, na época usando apenas balões. O uso dos balões durou pouco, pelo menos até 1910, quando nossos aviadores passaram a fazer curso na França sobre aviação, haja vista que, naquela época, o Brasil não tinha estrutura para formar nossos pilotos.

Após 1941, tudo mudou. Na época o ministro da Aeronáutica (o primeiro de sua história) era Joaquim Pedro Salgado Filho. De lá para cá a Aeronáutica foi se aprimorando, se desenvolvendo tecnicamente e formando nossos heróis dos ares.

Na Segunda Guerra Mundial, na tomada da Itália, a FAB cresceu como força armada e como instituição militar de grande porte. Uma das grandes curiosidades históricas dessa Força foi que os seus primeiros aviões de caça foram comprados por toneladas de algodão, pois o Brasil não tinha reservas em dinheiro para a aquisição.

Hoje, essa gloriosa Aviação possui 77.454 militares e opera com mais ou menos 650 aeronaves, sendo a maior do hemisfério sul e a segunda da América, só atrás da Força Aérea dos Estados Unidos.

Neste ano de 2017, a FAB completou 76 anos, defendendo nossa soberania aérea e promovendo uma assistência social às pessoas mais carentes do norte e nordeste do Brasil. Sua missão síntese é defender nosso espaço aéreo e integrar o vasto território nacional com vistas à defesa da Pátria.

Sinto imenso orgulho de minha querida Aeronáutica. Nela tenho inúmeros amigos, praças e oficiais, com os quais mantenho uma saudável confraternização e amizade, pois esses bravos patriotas, individual e coletivamente, dão sua colaboração à FAB como uma forma de contribuir para construir.

Não é sem razão, pois, que o destino me reservou o dia 20 de julho de 2015 – data comemorativa da chegada do homem à lua-, e também do bravo e glorioso “Pai da Aviação”, Alberto Santos Dumont, para assumir a função de desembargador do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.

Ao tenente coronel José Henrique Kaipper, que substituiu o meu amigo tenente coronel aviador (hoje coronel) Marcello Schiavo, que enalteceu seu profissionalismo e retidão de caráter por todos conhecidos, desejo os melhores votos de sucesso em seu novo comando.

De minha parte, vez por outra, volto a sonhar voando com os nossos aviadores nos céus do Brasil. Como não pude participar da solenidade de passagem de comando, tendo em vista que, nessa data, ocorreu a última sessão de julgamento do pleno do Tribunal de Justiça da Bahia, enviei um representante para prestigiar a solenidade que registrou a ascensão do novo comandante e a despedida do Coronel Marcello Schiavo.

Assim, aproveito a oportunidade para saudar o novo dirigente da Base Aérea do Salvador parabenizando-o por sua escolha para comandar essa importante Base nos 76 anos de nossa gloriosa Força Aérea Brasileira.

*Baltazar Miranda Saraiva é desembargador e membro da Comissão de Igualdade do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA), e representa a magistratura como participante da direção da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES), na condição de vice-presidente Nordeste; e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), na condição de Secretário de Convênios.

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