Feira de Santana – Eleições 2016: “provas contra os ex-candidatos a vereador pastor Pedro e Welligton Andrade são robustas”, revela promotor de Justiça Aldo Rodrigues

Promotor Aldo Rodrigues requereu da Justiça Eleitoral a suspensão do segredo de justiça no processo em que são citados pastor Pedro e Welligton Andrade. Além de aguardar finalização do inquérito, por parte da PF, para possível oferecimento de denúncia criminal, concernente a outros tipos de delitos.
Promotor Aldo Rodrigues requereu da Justiça Eleitoral a suspensão do segredo de justiça no processo em que são citados pastor Pedro e Welligton Andrade. Além de aguardar finalização do inquérito, por parte da PF, para possível oferecimento de denúncia criminal, concernente a outros tipos de delitos.
Promotor Aldo Rodrigues requereu da Justiça Eleitoral a suspensão do segredo de justiça no processo em que são citados pastor Pedro e Welligton Andrade. Além de aguardar finalização do inquérito, por parte da PF, para possível oferecimento de denúncia criminal, concernente a outros tipos de delitos.
Promotor Aldo Rodrigues requereu da Justiça Eleitoral a suspensão do segredo de justiça no processo em que são citados pastor Pedro e Welligton Andrade. Além de aguardar finalização do inquérito, por parte da PF, para possível oferecimento de denúncia criminal, concernente a outros tipos de delitos.

Em entrevista exclusiva, concedida nesta sexta-feira (17/02/2016) ao Jornal Grande Bahia (JGB), pelo promotor de Justiça da 157º Zona Eleitoral de Feira de Santana, Aldo da Silva Rodrigues, foi informado que o conjunto probatório apresentado nos autos da ação de investigação judicial eleitoral contra os ex-candidatos ao cargo de vereador no Município de Feira de Santana Pedro Rodrigues Costa (pastor Pedro, PSC) e Welligton Andrade de Jesus (PSDB) “são robustas”.

A ação judicial foi ajuizada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), em 15 de dezembro de 2016. Ela é decorrente de possíveis crimes eleitorais cometidos pelos políticos Pastor Pedro e Welligton Andrade no transcurso do processo eleitoral de 2016. Na peça processual, o Ministério Público requer a condenação dos investigados com aplicação das penas de cassação do registro eleitoral, multa financeira e ilegibilidade por oito anos.

Apresentando síntese sobre o caso, o promotor Aldo Rodrigues relatou que as investigações tiveram início com denúncia formulada junto ao MP. Com as evidências iniciais, foi requerido que a Polícia Federal (PF) investigasse as possíveis práticas criminais, o que resultou, em 30 de setembro de 2016, na autorização judicial para que a polícia deflagrasse a ‘Operação Simão’, cumprindo oito mandados de busca e apreensão, e nove de condução coercitiva.

Novas investigações

Aldo Rodrigues explica que as investigações de ordem criminal prosseguem. Segundo o promotor, a PF ainda investiga o caso. Além dos citados na ação judicial, devem ser ouvidas outras pessoas, com a finalidade de apurar possíveis práticas que ensejam outros tipos criminais, a exemplo do crime de formação de quadrilha.

O promotor revelou que como a Justiça Eleitoral tem prazos curtos, foi extraído dos autos da investigação conduzida pela Polícia Federal a parte em que se configuravam os crimes eleitorais, sendo formulada denúncia ao juízo. Aldo Rodrigues diz que aguarda a finalização do inquérito policial, com a finalidade de analisar e, possivelmente, apresentar uma segunda ação, envolvendo outros tipos criminais, que não sejam eleitorais e que envolvam sansão criminal e prisão.

Concluindo a entrevista ao Grande Bahia, o promotor Aldo Rodrigues inferiu que a ação judicial contra Pastor Pedro e Welligton Andrade tramita em segredo de justiça. Mas que existe um pedido do MP para que o segredo de justiça seja retirado. Ele informou, também, que pedirá ao juízo que dê prioridade ao caso, em função de ter sido o mais relevante fato ocorrido durante o pleito de 2016, observando que a quase totalidade dos casos ocorridos no pleito foram de menor potencial e estão superados.

Sobre o prazo para conclusão do julgamento por crime eleitoral, o promotor preferiu não opinar, avaliando que a condução da ação depende de decisões da Justiça.

Aldo Rodrigues explicou que além dele, outros três promotores são signatários da ação judicial, e que o resultado do processo judicial não tem poder para afetar a composição da Câmara Municipal.

Exclusiva

Em 22 de agosto de 2016, o Jornal Grande Bahia, na matéria Eleições 2016 – Feira de Santana: pastor é representado na Justiça Eleitoral por captação ilícita de sufrágio, com uso do ‘Cadastro de Oração da Família Abrangendo Todas as Causas’, revelou com exclusividade que uma investigação sobre possíveis crimes eleitorais estava em curso.

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