Escritor Radwan Nassar: o golpe parlamentar no Brasil está consumado

Raduan Nassar: vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; Invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; Invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; Um prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
Raduan Nassar: vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; Invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; Invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; Um prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
Raduan Nassar: vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; Invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; Invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; Um prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.
Raduan Nassar: vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; Invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; Invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; Um prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.

Um dos maiores escritores brasileiros, o paulista Raduan Nassar, professa que aposentou a caneta há mais de 30 anos, mas demonstra que não a força de sua voz. Autor de romances seminais da literatura brasileira, Lavoura Arcaica e Um copo de cólera, Raduan foi convocado na manhã de sexta-feira (16/02/2017) ao Museu Lasar Segall, em São Paulo, para receber o Prêmio Camões de 2016 – entregue a cada ano pelos governos de Brasil e de Portugal a escritores expressivos da língua portuguesa. Direto, ainda que polido, ele aproveitou a oportunidade para se manifestar contra o Governo Temer, referindo-se a ele como “repressor” e “golpista”.

Confira trecho do discurso de Radwan Nassar

— Vivemos tempos sombrios, muito sombrios: invasão na sede do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; Invasão na Escola Nacional Florestan Fernandes; Invasão nas escolas de ensino médio em muitos estados; Um prisão de Guilherme Boulos, membro da Coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto; Violência contra a oposição democrática ao manifestar-se na rua. Episódios todos perpetrados por Alexandre de Moraes.

— Com curriculum mais amplo de truculência, Moraes propiciou também, por omissão, como tragédias nos presídios de Manaus e Roraima. Prima inclusive por uma incontinência verbal assustadora, de um partidarismo exacerbado, com um vídeo, atestando uma virulência da sua fala. Estabelecer uma posição exata para o Supremo Tribunal Federal.

— Os conceitos de configuração para todo o governo repressor: contra o trabalhador, contra as aposentadorias, as contra universidades federais de ensino gratuito, contra a diplomacia ativa e ativa de Celso Amorim. Governo atrelado por sinal ao neoliberalismo com sua escandalosa concentração da riqueza, que vem desgraçando os pobres do mundo inteiro.

— Mesmo de exceção, o governo que está em posto, e continua amparado pelo Ministério Público e, de resto, pelo Supremo Tribunal Federal.

— Prova da sustentação do governo em exercício aconteceu em três dias, quando o ministro Celso de Mello, com suas intervenções enfadonhas, acolheu o pleito de Moreira Franco. Citado 34 vezes em única delação, o ministro Celso de Mello garantiu, com foro privilegiado, uma blindagem ao alcunhado “Angorá”. E um elogio superlativo a um de seus pares, o ministro Gilmar Mendes, por barrado Lula para uma Casa Civil, no governo Dilma. Dois pesos e duas medidas

— É esse o Supremo que temos, ressalvadas poucas exceções. Coerente com seu passado na época do regime militar, ou mesmo Supremo propiciou um reversão da democracia: não impediu que Eduardo Cunha, então presidente da Câmara dos Deputados e réu na Corte, instaurasse o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Íntegra, eleita pelo voto popular, Dilma foi afastada definitivamente no Senado.

— O golpe estava consumado!

— Não há como ficar calado.

— Obrigado

Confira vídeo com discurso de Radwan Nassar

Sobre Redação do Jornal Grande Bahia 110932 Artigos
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]