Deputado Marcelo Nilo apresenta síntese dos 10 anos em que presidiu a ALBA

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José Marcelo do Nascimento Nilo.
José Marcelo do Nascimento Nilo.
Deputado Marcelo Nilo listou os avanços obtidos nos últimos tempos pelo Parlamento da Bahia.
Deputado Marcelo Nilo listou os avanços obtidos nos últimos tempos pelo Parlamento da Bahia.

Antes de anunciar o resultado da votação para a presidência da Assembleia Legislativa e para os cargos da Mesa Diretora, o deputado Marcelo Nilo (PSL) pediu para fazer o seu discurso de despedida ainda como presidente do Legislativo. Ele começou seu pronunciamento saudando os deputados estaduais que participaram da votação e parabenizando os 14 deputados eleitos para os cargos da Mesa. “Durante 10 anos, sentei na cadeira da presidência da AL. Foram 10 anos sem denúncias, tanto nas áreas administrativas quanto na parlamentar”, disse.

Ele fez um pequeno balanço da sua gestão salientando que, no período, a Assembleia Legislativa se tornou verdadeiramente a “Casa do Povo”, contando com a presença constante de movimentos sociais em audiências públicas, sessões especiais e no Plenário, além de em determinadas circunstâncias “ocuparem” a Casa com o objetivo de dar visibilidade a suas causas. “Procurei ser um magistrado, negociando em busca do denominador comum e para que todos se sentissem representados”, afirmou.

Nilo citou a construção do anexo senador Jutahy Magalhães, a ampliação do sinal do Canal Assembleia para toda a Bahia através de satélite, além da condução de votações de grande impacto para o estado como a Lei de Organização do Judiciário e a Lei contra o Nepotismo. O parlamentar contou que certa vez foi questionado por um dos seus pares sobre como conseguia ser leal ao governo e ao mesmo tempo agradar aos deputados de diferentes matizes ideológicos. “Eu respeito o contraditório, aqueles que pensam diferente. Parlamentares da maioria ou minoria devem ser respeitados. Sou leal ao governo, mas jamais rasguei o Regimento Interno ou a Constituição”, disse, salientando que foi o único deputado da história da Bahia a passar 16 anos na oposição e que nesse período nunca teve um projeto aprovado e nem mesmo foi relator de alguma matéria. “Dessa vez, só no ano passado, votamos 17 Projetos de Lei de origem parlamentar, alguns deles de deputados da minoria. Como presidente dei vez e voz à oposição”, afirmou.

DEVER CUMPRIDO

Marcelo Nilo ressaltou que deixa a presidência de cabeça erguida e com o sentimento do dever cumprido: “Fui atacado durante os últimos três meses de forma pessoal e lutei contra a minha natureza, que é do embate, para não responder aos meus adversários e prejudicar o Parlamento”, contou o deputado. Sobre a questão da manutenção de Redas no quadro funcional da Assembleia, “situação muito criticada por determinados veículos da imprensa”, Marcelo Nilo informou que assinou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o Ministério Público e se comprometeu que teria no máximo 632 contratados pelo regime. “Estou deixando 521 Redas e chamei a maioria dos aprovados no concurso”, informou.

Com a voz embargada pela emoção, Marcelo Nilo disse que volta ao Plenário para defender a Bahia com suas ideias. “Me despeço da presidência, mas não me sinto descendo para a planície. Tive 150 mil votos na última eleição. E mais. Há três coisas que amo na vida: minha família, o Esporte Clube Vitória e a Assembleia Legislativa. Nasci na roça e nunca esperei chegar onde cheguei. Fui presidente da Embasa, deputado, presidente da Assembleia e substitui por cinco vezes o governador. Cheguei ‘acima do máximo’ se é possível ser usada essa expressão”, disse Marcelo Nilo.

Ele completou agradecendo aos funcionários, “do mais simples ao mais graduado. Desejo muito que Ângelo Coronel seja um melhor presidente que Marcelo Nilo”, finalizou.

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