Defesa diz ao TSE que presidente Michel Temer não tem relação com pagamentos a gráficas

Presidente Dilma Rousseff e vice-presidente Michel Temer durante posse em 1º de janeiro de 2015. Usurpação da República contou com apoio internacional, segundo Konstantin Kosachev.
Presidente Dilma Rousseff e vice-presidente Michel Temer durante posse em 1º de janeiro de 2015. Usurpação da República contou com apoio internacional, segundo Konstantin Kosachev.
Presidente Dilma Rousseff e vice-presidente Michel Temer durante posse em 1º de janeiro de 2015. Usurpação da República contou com apoio internacional, segundo Konstantin Kosachev.
Presidente Dilma Rousseff e vice-presidente Michel Temer durante posse em 1º de janeiro de 2015.

A defesa do presidente Michel Temer informou na sexta-feira (03/02/2017) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos feitos a gráficas que prestaram serviços para a chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. De acordo com os advogados, a campanha do presidente não tem conhecimento de qualquer irregularidade nos pagamentos dos serviços.

A manifestação da defesa de Temer foi feita após solicitação do TSE. De acordo com relatório elaborado pela Polícia Federal (PF), há suspeitas de pagamentos irregulares a três gráficas que prestaram serviços à campanha presidencial: VTPB Serviços Gráficos e Mídia, a Focal Confecção e Comunicação Visual e a Rede Seg Gráfica Eireli.

No fim de dezembro do ano passado, a Polícia Federal cumpriu diligências em 20 endereços ligados às gráficas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, com o objetivo de colher possíveis provas.

A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil do presidente e do vice é julgada em conjunto.

Ex-ministro Edinho Silva nega irregularidades na campanha Dilma-Temer

O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP), negou que a campanha presidencial de 2014 da chapa Dilma–Temer tenha cometido qualquer irregularidade. Em resposta às denúncias divulgadas no dia 24 de janeiro de 2017 em relatório da Polícia Federal sobre desvios no pagamento às gráficas contratadas durante a campanha, Edinho afirmou que pode assegurar que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. As declarações foram feitas no dia 25 de janeiro no Palácio do Planalto, depois que Edinho se encontrou com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha.

“As gráficas todas foram cotadas. Eu tenho registro de que esse processo ocorreu, as gráficas foram contratadas, portanto, pelo menor preço. (….) E nós criamos na campanha um grupo de auditoria interna, que visitava cada gráfica para que fiscalizasse in loco a produção”, explicou o ex-ministro, que foi o coordenador financeiro da campanha de 2014.

Em dezembro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou uma operação, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para investigar as empresas VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda, Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda e Rede Seg Gráfica Eireli, que prestaram serviços para a campanha eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff e do presidente Michel Temer. O relatório da operação aponta que os recursos destinados ao pagamento das empresas contratadas foram desviados para benefício ilícito de terceiros.

“Não tem nenhuma atividade que a presidente Dilma esteve, ou o vice-presidente à época esteve, que não tenha sido noticiado pela imprensa, que não foi acompanhado pelo GSI[Gabinete de Segurança Institucional da Presidência]. Agora, se a empresa terceirizou o serviço, é evidente que não cabe à campanha fiscalizar isso. A minha obrigação é fiscalizar que os produtos foram entregues,(…) tudo isso está documentado.”, declarou.

Segundo Edinho, a reunião hoje no Palácio do Planalto foi marcada para tratar de problemas do programa Minha Casa, Minha Vida em Araraquara. Segundo Edinho, o município recebeu 4.200 casas do programa, mas sem creche, posto de saúde e escola e, como prefeito, ele veio a Brasília pedir recursos para concluir as obras. “Os equipamentos sociais que eram para ter sido entregues junto com as unidades não foram entregues. Portanto, nós temos 4.200 famílias, em torno de 20 mil pessoas, morando sem creche, sem posto de saúde, sem escola, sem área de lazer, sem equipamento público sequer para que a prefeitura desenvolva projetos sociais.” Edinho negou que tenha tratado da operação da Polícia Federal com o ministro Padilha.

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