Em 2016, 313 mulheres vítimas de violência doméstica receberam auxílio do CRMQ de Feira de Santana

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Mulheres vítimas de violência doméstica recebem atendimento especializado.
Mulheres vítimas de violência doméstica recebem atendimento especializado.
Mulheres vítimas de violência doméstica recebem atendimento especializado.
Mulheres vítimas de violência doméstica recebem atendimento especializado.

Elas rompem o silêncio. Todos os dias, mulheres procuram a delegacia especializada para prestar queixa contra maridos, companheiros ou um parente que lhe agrediu. Em situação de violência doméstica elas encontram no Centro de Referência à Mulher Maria Quitéria (CRMQ) de Feira de Santana o apoio psicológico e moral para superar esse trauma.

Um ato cruel, que não escolhe idade, cor e nem tampouco a classe social. Somente em 2016, o CRMQ prestou assistência gratuita a 313 mulheres, que foram submetidas a acompanhamento psicológico, jurídico, social e pedagógico. Um número considerado pequeno, quando se comparado à realidade. Os atendimentos são por demanda espontânea ou através de encaminhamentos.

A demanda reprimida, conforme a coordenadora do Centro de Referência à Mulher, Maria Luiza Coelho, é atribuída a falta de conhecimento da existência do serviço e também por elas associarem a uma delegacia. “Ainda há mulheres que desconhecem o órgão municipal e acreditam que chegando aqui terão que denunciar o agressor”, afirma.

Maria Luiza explica que o papel do CRMQ não é de delegacia. “Mas, o de apoiar as mulheres em situação de violência e fortalecer a autoestima de cada uma delas para que possam identificar o momento certo para tomar a sua decisão”, explica acrescentando que “a violência pode ocorrer tanto por parte do companheiro quanto do filho que agride a mãe, do pai que maltrata a filha, como nos casos que envolvem a trabalhadora doméstica”, exemplifica. A violência é classificada como psicológica, física, patrimonial, moral e sexual.

Maria Luiza pontua que todas as mulheres que se sentirem ameaçadas devem procurar o órgão municipal de forma espontânea de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, inclusive ao meio-dia. Os atendimentos são sigilosos, detalhe que garante segurança às mulheres.

No equipamento elas também têm acesso a cursos profissionalizantes, através do Polo de Cultura Digital, a oficinais de dança, vivência terapêutica e há previsão de implantar, neste ano, mais dois novos cursos: de defesa pessoal e cabelereiro. O CRMQ está localizado à rua Paris, 97, bairro Santa Mônica.

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