Durante encontro em Salvador, ex-ministro JaquesWagner pede que a população tome as ruas para voltar a respirar democracia

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Jaques Wagner discursa para militância petista.
Jaques Wagner discursa para militância petista.
Jaques Wagner discursa para militância petista.
Jaques Wagner discursa para militância petista.

Em momento de análise interna, o que não faltou foram debates no encontro estadual da Esquerda Popular Socialista (EPS), na Faculdade de Arquitetura da Ufba, que reforçou o nome do ex-presidente Lula como pré-candidato para o pleito de 2018 e defendeu a unidade como ponto crucial para o partido se reestruturar. O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, por exemplo, um dos palestrantes deste sábado, disse para o público formado de representantes de 98 municípios da Bahia, que vai ser preciso ir às ruas defender a democracia e apoiar a candidatura de Lula. Junto com prefeitos, vereadores, a senadora Lídice da Mata, deputados federais como Valmir Assunção, Luiz Caetano, Nelson Pelegrino e Carlos Zarattini, esse último líder do PT na Câmara, Wagner lembrou que o PT precisa resgatar suas origens e voltar a dialogar diretamente com os movimentos sociais, sindicais e populares.

Fazendo uma comparação entre o crescimento da direita em outros países e no Brasil, com o impedimento da presidente Dilma Rousseff, o ex-governador petista reconheceu que o partido errou em não fazer uma reforma geral no sistema político. “Ou a gente muda o sistema político ou não teremos projetos de esquerda para o país. Vão derrubar todos que derem força ao povo”, frisa. Wagner apontou que a situação com o governo Dilma foi muito difícil, mas que pior está sendo conviver com uma pauta permanente de retirada de direitos, e por isso a esquerda deve se fortalecer. “A responsabilidade é coletiva, se a gente quer garantir 2018, pode esquentar os tamborins e aprimorar a capoeira, eu acho que daqui para 2018, muito provavelmente, se a gente quer respirar a democracia, nós vamos ter que ir para as ruas de qualquer maneira. Não é só o jogo eleitoral”.

Crise, meios de sair dela, o papel da mídia no golpe, políticas sociais e o empoderamento do povo foram alguns dos temas deste sábado no encontro da tendência petista. Com nomes como o jornalista Paulo Henrique Amorim e o teólogo Leonardo Boff, o encontro se tornou uma aula para todos que acompanharam de perto as explanações. Para o deputado federal Valmir Assunção, anfitrião do evento, a ideia foi levar ainda mais conhecimento de dois gênios da literatura nacional para a militância da sigla. “Estamos diante de dois escritores e pensadores da nossa contemporaneidade. Ambos os palestrantes defenderam o mesmo que pensamos: a unidade da esquerda e a retomada da democracia. E isso só virá com uma eleição direta com Lula sendo reconduzido à presidência. O governo Temer não se sustenta se o povo for para as ruas”, avalia Valmir.

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