Deputado Targino Machado critica baixa produção da Alba, diz que Poder custa R$ 500 milhões por ano e que poucos parlamentares querem trabalhar

Deputado Targino Machado avalia que descrença do cidadão nas instituições é decorrente de descompromisso de vários membros dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Deputado Targino Machado avalia que descrença do cidadão nas instituições é decorrente de descompromisso de vários membros dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Deputado Targino Machado avalia que descrença do cidadão nas instituições é decorrente de descompromisso de vários membros dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
Deputado Targino Machado avalia que descrença do cidadão nas instituições é decorrente de descompromisso de vários membros dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

Em pronunciamento no plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), ocorrido na terça-feira (22/10/2016), o deputado estadual Targino Machado (PPS/BA) criticou, duramente, o funcionamento do Poder Legislativo Estadual, avaliando que o significativo custo de funcionamento, cerca de R$ 500 milhões, não tem correspondido a um trabalho efetivo. A crítica foi motivada em decorrência do baixo número de parlamentares presentes na sessão de terça-feira (22), o que levou o presidente da sessão José Raimundo (PT) a determinar a suspensão dos trabalhos.

A suspensão das atividades no plenário da Alba tem sido frequente. Indignado com a situação, Targino Machado declarou que “os deputados estavam jogando dinheiro fora, porque a casa legislativa não trabalhava, enquanto importantes projetos eram esquecidos nas gavetas da Assembleia”.

Na sequência, o deputado destacou a descrença do cidadão na política e no Poder Judiciário, citado o fato de dois ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) estarem sendo julgados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no caso envolvendo precatórios milionários.

Em protesto, o deputado deixou os questionamentos: será que para ter o direito reconhecido e atendido, o cidadão terá que recorrer a violência? Será que o cidadão tem que suplicar, pedindo por favor, por aquilo que é direito?

Por fim, Targino Machado lamentou que os cidadãos estejam vivendo em desesperança.

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Sobre Carlos Augusto 9463 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).