Reportagem da revista IstoÉ sobre imóvel atribuído ao ex-presidente Lula no Uruguai evidência elementos fascistas na tentativa de destruição da imagem do líder popular

Reportagem da Revista IstoÉ contra ex-presidente Lula evidencia elementos do fascismo contra líder popular.
Reportagem da Revista IstoÉ contra ex-presidente Lula evidencia elementos do fascismo contra líder popular.
Reportagem da Revista IstoÉ contra ex-presidente Lula evidencia elementos do fascismo contra líder popular.
Reportagem da Revista IstoÉ contra ex-presidente Lula evidencia elementos do fascismo contra líder popular.

A reportagem com o título ‘A conexão Uruguai da família Lula’, publicada pela revista IstoÉ na sexta-feira (28/10/2016), é mais um elemento da tática fascista empregada com a finalidade de destruir a imagem pública do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, político considerado como mais destacado líder popular do Brasil desde Getúlio Vargas.

As pesquisas de opinião indicam que Lula é o político com maior potencial eleitoral para vencer a eleição presidencial de 2018 e isso tem mantido o ex-presidente como alvo constante dos setores conservadores/fascistas da sociedade.

Sobre a matéria da IstoÉ, a defensa do ex-presidente Lula emitiu nota no sábado (29/10/2016) afirmando que a reportagem é mais uma evidência de uso de táticas do lawfare, confirmando a tese de ataque ideológico à democracia e a líderes populares. A defesa infere que casos similares são observados na aplicação do conceito jurídico de lawfare.

Confira o teor da nota  

Obra de ficção patética, a reportagem A conexão Uruguai da família Lula (IstoÉ edição 28/10/2016) produziu efeito não previsto pela publicação ao ajudar a defesa do ex-Presidente Luiz Inacio Lula da Silva: é uma das mais contundentes provas de uso de táticas do lawfare que temos demonstrado – e nossa tese sai agora mais revigorada depois da consulta por nós feita nesta semana a especialistas nos Estados Unidos, que acompanharam casos semelhantes no mundo. Prevalece o entendimento de que a democracia está em risco em muitos países – Brasil incluído -, em virtude da prevalência do ativismo judicial ideológico e das práticas de lawfare, que beiram, para alguns, o facismo.

IstoÉ deixa à mostra indiscutível aliança entre procuradores, juiz e setores da imprensa na Lava-Jato, evidenciando manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política. Produziu, assim, peça perfeita para marcar a guerra jurídica em andamento no Brasil, face à inexistência de qualquer prova de que Lula tenha praticado um ilícito. É o uso da lei em sua forma ilegítima, em ambiente preparado artificialmente com o objetivo precípuo de macular a imagem e reputação de Lula e sua família, de promover um ambiente de desilusão popular, que busca dificultar sua atuação política mediante a abertura de diversos procedimentos investigatórios sem a existência de materialidade.

No embalo de informação errônea anteriormente divulgada – a de que Luis Claudio Lula da Silva seria o novo “funcionário” do Juventud de Las Piedras, time da primeira divisão do Uruguai, quando a verdade é que o filho de Lula apenas recebeu do dirigente convite para conhecer o projeto de reestruturação do clube – IstoÉ produziu sua ficção semanal. Não há também como ignorar que a perseguição a Lula sempre cresce na exata proporção da indesejada emergência de atores de campo político oposto na mira da Operação Lava Jato.

Essa ilegítima perseguição política viola o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos incorporado pela ONU, que o Brasil se obrigou a cumprir em 1992. Tal violação, dentre outras, foi submetida em julho ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, que esta semana registrou o comunicado e determinou ao governo brasileiro que apresente explicações no prazo de dois meses.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

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Reportagem da revista IstoÉ – Lava Jato – A conexão da família de Lula com o Uruguai

Carlos Augusto
Sobre Carlos Augusto 9368 Artigos
Carlos Augusto é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF) e Ex-aluno Especial do Programa de Doutorado em Sociologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atua como jornalista e cientista social, é filiado à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ, Reg. Nº 14.405), Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ, Reg. Nº 4.518) e a Associação Bahiana de Imprensa (ABI Bahia), dirige e edita o Jornal Grande Bahia (JGB).