Mais de 80% de crianças não come o suficiente para desenvolver o cérebro, afirma Unicef

Metade de crianças entre seis meses e dois anos não tem o mínimo de refeições para sua idade.
Metade de crianças entre seis meses e dois anos não tem o mínimo de refeições para sua idade.
Metade de crianças entre seis meses e dois anos não tem o mínimo de refeições para sua idade.
Metade de crianças entre seis meses e dois anos não tem o mínimo de refeições para sua idade.

Unicef revela que melhor nutrição infantil pode salvar 100 mil vidas por ano; agência alerta que potencial do grupo não é atingido por falta de acesso à comida em tempo certo.

Cinco em cada seis crianças menores de dois anos não têm alimentação suficiente para apoiar o seu crescimento e o desenvolvimento do cérebro.

A informação foi dada pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, que esta sexta-feira revelou que melhorar a nutrição para crianças menores poderia salvar 100 mil vidas por ano, em nota lançada por ocasião do Dia Mundial da Alimentação assinalado a 16 de outubro.

Variedade

Começar tarde a dar alimentos sólidos aos menores, ter refeições pouco frequentes ou pouca variedade de alimentos leva milhões de crianças com menos de dois anos a não atingir seu pleno potencial.

De acordo com a conselheira sénior para a Nutrição do Unicef “má nutrição numa idade tão jovem provoca danos físicos e mentais irreversíveis”.

Para France Begin, bebés e crianças pequenas têm maiores necessidades de nutrientes do que em qualquer outro momento da vida. Mas os corpos e cérebros não atingem o seu total potencial porque estes recebem “muito pouca comida, muito tarde”.

O Unicef revela que os menores esperam muito tempo para ter a primeira alimentação sólida. Um em cada cinco bebés não tem acesso ao tipo de alimentos antes de completar 11 meses.

Vitaminas

Metade de crianças entre seis meses e dois anos não tem o mínimo de refeições para sua idade, aumentando o risco de nanismo. Menos de um terço de crianças nessa faixa tem uma dieta variada com quatro ou mais grupos alimentares diários o que causa deficiências em vitaminas e minerais.

O estudo revela que metade dos menores em idade pré-escolar sofre de anemia no mundo.

Um outro desafio é o custo dos alimentos de origem animal que dificulta a melhora da dieta das famílias mais pobres.

Os exemplos são a África Subsaariana e o sul da Ásia onde uma em cada seis crianças de famílias mais necessitadas, de idades entre seis e 11 meses, tem uma dieta minimamente diversificada. Nas famílias mais ricas a proporção é duas vezes menor.

*Com informação da Agência Brasil.

Redação do Jornal Grande Bahia
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