Intelectuais criam observatório de defesa contra ‘deslegitimação’ do ex-preisdnete Lula

Presidente de honra do PT e ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Para o cientista político Bruno Reis, PT foi o mais punido, mas escândalos de corrupção geraram um enfraquecimento geral do sistema partidário. Ele vê efeito limitado das eleições de domingo como prévia para 2018.
Presidente de honra do PT e ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Para o cientista político Bruno Reis, PT foi o mais punido, mas escândalos de corrupção geraram um enfraquecimento geral do sistema partidário. Ele vê efeito limitado das eleições de domingo como prévia para 2018.

O diplomata Paulo Sergio Pinheiro, o escritor Fernando Morais e o ex-ministro Luiz Carlos Bresser-Pereira, entre outros apoiadores, anunciaram a criação de um observatório para acompanhar os processos contra Luiz Inacio Lula da Silva.

O objetivo é acompanhar o que chamaram de “deslegitimação” de sua figura como ex-presidente da República e “líder de expressão global”.

Em encontro na noite desta segunda-feira (31/10/2016), na casa de Morais, em São Paulo, com quase 90 pessoas, na presença de Lula, eles criticaram ações “espetaculosas” da Operação Lava Jato.

“Há enorme preocupação com a forma de tratamento que Lula tem recebido”, afirmou Pinheiro citando o vazamento de escutas conversas telefônicas não autorizadas e a coerção “espetaculosa”.

“Queremos estar alertas ao que possa vir a acontecer”, completou ao responder se vê possibilidade de ele ser preso.

Morais disse que a “perseguição política” a Lula se insere em um “golpe do século 21” que só se completará com a sua inabilitação política para a disputa presidencial de 2018.

“Não é necessário prendê-lo. Basta que ele se torne ficha suja”, interpretou o escritor.

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