Eleições 2016 – Feira de Santana: TRE designa seguranças para conter comportamento ameaçador de candidatos derrotados e juiz determina garantia da ordem pública

Ofício do juiz eleitoral Cláudio Santos Pantoja Sobrinho determinando a garantia da ordem pública.

Ofício do juiz eleitoral Cláudio Santos Pantoja Sobrinho determinando a garantia da ordem pública.

O comportamento desequilibrado de alguns candidatos a vereador derrotados no pleito eleitoral de 2016, ocorrido no domingo (02/10/2016), alarmou os servidores da justiça eleitoral em Feira de Santana. Na tarde de hoje (04/10/2016), os candidatos derrotados ocuparam as instalações da Justiça Eleitoral, constrangendo e ameaçando os servidores.

Os juízes eleitorais, preocupados com a integridade física dos servidores e com a segurança do patrimônio público e de dados confidências, tomaram medidas com a finalidade de conter os ânimos, autorizado a prisão em flagrante delito das pessoas que estivessem comprometendo a segurança das instalações da Justiça Eleitoral e o bem-estar dos servidores.

Além dessas medidas, os juízes eleitorais mantiveram contato com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e expuseram a situação. Em resposta, o Tribunal designou equipes de segurança com a finalidade de conter políticos descontentes com o resultado do pleito e que ameaçam a ordem pública

Um servidor revelou ao Jornal Grande Bahia que os magistrados estão profundamente contrariados coma postura irracional dos manifestantes, atribuindo, inclusive, uma tentativa de desqualificar o trabalho realizado em Feira de Santana.

Um dos magistrados, Cláudio Pantoja Sobrinho, emitiu ofício ao comando da Polícia Militar com a finalidade de garantir a ordem pública.

Protesto

Chorosos com o resultado das eleições de 2016 em Feira de Santana, alguns poucos candidatos derrotados no pleito bancaram as carpideiras e foram lamentar a derrota, atribuindo a culpa a possíveis falhas na contabilização do pleito eleitoral.

Na manhã de hoje, foram a Polícia Federal (PF) e não obtiveram resposta positiva às lamentações. Na sequência, procuraram o Ministério Público Eleitoral (MPE) e mais uma vez não foi acolhida a nefelíbata ideia de que a contabilização do pleito estava comprometida.

Insatisfeitos, foram ao prédio da Justiça Eleitoral tentar coagir servidores a aceitar os protestos. Em resposta, o Poder Judiciário autorizou a prisão em flagrante delito dos que estão perturbando a ordem pública.

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]