Salvador: Trio ampliou participação de movimentos na Parada LGBT e encerrou a programação da II Semana Fora do Armário

Cena da edição 2016 da Parada Gay de Salvador.
Cena da edição 2016 da Parada Gay de Salvador.
Cena da edição 2016 da Parada Gay de Salvador.
Cena da edição 2016 da Parada Gay de Salvador.

Nesse domingo (11/09/2016), a 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia encheu Salvador de diversidade. O público de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, travestis e simpatizantes celebrou a visibilidade e o empoderamento, com o tema Viver sem violência é direito de travestis e pessoas trans. A festa teve início no final da manhã, com atrações no palco do Campo Grande, e a partir das 15h30 oito trios, com diferentes atrações, iniciaram o trajeto até a Praça Castro Alves, entre eles o trio #AParadaÉNossa, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), que encerrou a II Semana Fora do Armário.

Na abertura do cortejo, após o hino nacional executado pela cantora Márcia Castro, o secretário de Justiça Social, Geraldo Reis, reforçou o apoio do Governo do Estado ao evento. “Esse ano, temos uma participação decisiva e articulada do Governo da Bahia na Parada LGBT, que inclui a SJDHDS, a Secult, a Setur e a Bahiatursa, o que mostra nosso reconhecimento da importância dessa pauta. O Governo da Bahia garante a estrutura para que esse evento cumpra cada vez melhor seu papel para a afirmação da diversidade e do respeito”, disse, sinalizando ainda a importância da questão racial trazida à 15ª Parada pelos movimentos que ocuparam o trio #AParadaÉNossa.

“Esse ano, trazemos o protagonismo para os coletivos de periferia, que são tocados pelas questões de raça, sexualidade e gênero, porque as violências em nossa cidade acontecem de forma interseccionada e não isoladas”, explicou o coordenador de Políticas LGBT da SJDHDS, Vinícius Alves.

Os coletivos Tombo, Batekoo, Afrobapho e Pragatecno alternaram o comando da festa, ao lado da drag Euvira, além do show da transformista Edylene Água Suja (RJ). “Esse evento é muito importante para nós porque hoje é um dia em que a gente ocupa a rua para afirmar nossa identidade de gênero, nossa sexualidade. As pessoas percebem que os LGBTs não são aquilo que sempre pensaram e estigmatizaram”, contou a produtora do Coletivo Tombo, Mila Carol.

O DJ e artista performático Alan Costa reforçou que “é muito importante, na Parada desse ano, que a gente coloque em pauta a discussão do racismo no movimento LGBT, para que a gente possa ampliar, agregar e atuar em conjunto”, disse.

Parceria – A realização 15ª Parada do Orgulho LGBT da Bahia é do Grupo Gay da Bahia (GGB) e Grupo Quimbanda Dudu, com apoio do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Saúde, Secretaria de Cultura, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Secretaria de Turismo e Superintendência de Fomento ao Turismo do Estado da Bahia (Bahiatursa), site Dois Terços, site Me Salte, Laboratório Sabin, rádio Itapoan FM, grupo Mães pela Diversidade e Clube 11.

Cena da edição 2016 da Parada Gay de Salvador.
Cena da edição 2016 da Parada Gay de Salvador.
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